Apagamentos

Apagamentos

Rosângela Rennó
Apagamentos
São Paulo, Cosac&Naify, 2005
Encadernação: capa dura
18 x 14,8 cm
56 p.
ISBN: 8575034707

“Foto portátil” traz a série “ Apagamentos”, na qual a artista Rosangela Rennó reúne fotografias policiais que registram cenários de crimes de investigação. As vitimas anônimas são mostradas como num “ mosaico de fotogramas” que reunidos ao mesmo tempo que tentam remontar a “cena-do-cenário-crime” , decompõe as imagens, deixando apenas rastros e reafirmando que a história já se acabou. “ O que reaparece: as casas sem seus donos, os mundos sem suas pessoas – o apagamento, de novo, dolorosamente, nós o provamos.” As séries são intercaladas com textos que fluem como uma possível narrativa ficcional.

http://editora.cosacnaify.com.br/

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Quatro cantos do mundo

4 cantos do mundo
Cattani, Maria Lucia (1958-2015)
4 cantos do mundo = 4 corners of the world = Heimshornin 4
(obra com título também em japonês).
Porto Alegre: Ed. do Autor, 2005.
[33] p. : il. color.
21 x 13,5 x 0,5 cm.
Impressão em offset, fólios com dobraduras.
ISBN: 85-905528-1-0
Edição quadrilingue: português, inglês, islandês e japonês.

4 cantos do mundo

4 cantos do mundo é um trabalho feito em 4 partes, as quais estão em acervos de institições públicas em Reykjavik, Awaji City, Devonport e Porto Alegre. Quatro cidades à beira d’água e a milhares de quilômetros de distância entre si. Cada acervo possui 1 canto e as fotografias dos outros 3 cantos. Com este trabalho procuro abranger metaforicamente grande parte do planeta porém sua unidade só se completa na imaginação de cada observador de uma parte do trabalho e/ou leitor da publicação.

http://www.marialuciacattani.com

4 corners of the world is a work in four parts. These parts are in public collections in Reykjavik, Awaji City, Devonport and Porto Alegre, four cities edged by water and thousands of kilometres apart. Each collection houses one corner and photographs of each of the other three corners. I want to encompass a large part of the planet with this work, which is only completed, however, in the imagination of each spectator of one part of the work and/or the reader of the publication.

Histórias do não ver

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Cao Guimarães
Ed. do autor, 2001

Histórias do não-ver é um livro composto de imagens, textos e fotografias gerados a partir de um experimento realizado entre 1996 e 1998. Durante esse período, Cao Guimarães pediu a amigos que o sequestrassem. De olhos vendados por todo o percurso e sem nenhuma informação do destino, o artista vive a experiência através de diversas possibilidades outras, que não a visão, de se perceber o mundo e as coisas ao seu redor e as registra através da fotografia “cega”. O projeto parte da “abolição da vontade” para uma submersão no desconhecido, no imprevisível.

“Naquele lugar não havia onde. Eu estava em algum lugar entre o lugar nenhum e o por toda parte. Eu estava presente e as coisas estavam em gerúndio. Tudo estava estando. Eu apenas estava. Tudo indo e vindo e passando. Aquilo não era um lugar, era o rastro de um lugar”

http://www.caoguimaraes.com/livro/historias-do-nao-ver-2/

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Entre os olhos, o deserto

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Miguel Rio Branco
São Paulo, Cosac Naify, 2001

Entre os olhos, o deserto é um fotolivro concebido a partir da instalação homônima, que reuniu objetos, esculturas e projeções fotográficas. As imagens projetadas foram concebidas em torno da “cultura do deserto” norte-americana e foram produzidas no Novo México e Estados vizinhos. Cenas de paisagens do deserto, olhos, objetos deteriorados, cenas de TV – são algumas das imagens  que serviram à exposição e  fazem parte do DVD que acompanha o livro.

“No que diz respeito à palavra deserto, o que me fascina é ver o quanto a metáfora do vazio , de tanto ser usada, permeia a palavra inteira. A palavra tornou-se, ela mesma, uma metáfora. Logo, para restituir-lhe a força original é preciso voltar ao deserto real, que na verdade é o vazio exemplar – mas um vazio com seu próprio e real pó.” (trecho extraído do livro).

Site do artista: http://www.miguelriobranco.com.br/

una selección de 1000 poemas japoneses básicos

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Robert Filliou
una selección de 1000 poemas japoneses básicos
México, Alias, 2007
Idioma: inglês, espanhol
14 x 21,5 cm
76 p.

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Kichigái: locura.
nuestra cordura es locura
y nuestra locura es locura.
—RF

Em 1971 Robert Filliou publicou na Alemanha a selection from 1000 Basic Japanese Poems / ein Sublimat aus 1000 Gedichte japanisch, livro que reúne os poemas que o autor realizou a partir das 1000 palavras japonesas básicas, encontradas no final do manual Japanese in a Hurry. A editora Alias (México) apresenta a tradução para o espanhol deste título, em edição bilingue ilustrada com os ideogramas japoneses em traços caligráficos que acompanham a publicação original.

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Para folhear o livro: http://aliaseditorial.com/fragmentos/libro3_OK/

Régis Hotel

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Régis Bonvicino
Régis Hotel

São Paulo, Groovie, 1978.
Tiragem: 500 exemplares

O livro Régis Hotel participou da exposição Tendências do Livro de Artista no Brasil, realizada no Centro Cultural São Paulo em 1987. O texto abaixo é do panfleto que acompanha o exemplar do acervo EBA/UFMG.

RÉGIS HOTEL é o que fiz de 74 a 77. E o que não vou fazer mais.
Tudo começou,como ninguém sabe(deveria?),com o libreto BICHO PAPEL.
POESIA EM GREVE (com Pedrinho e Lenora), QORPO ESTRANHO (com Plaza e Augusto) e MUDA (com Risério e Leminski) significaram descoberta, aprendizado, alegria e batalha.
Sempre uma batalha.
Num período pobre e idiota. A força e a beleza da poesia concreta revolucionária. A força e a beleza dos poetas músicos. De Caetano a Walter Franco. Quarto crescente. Liberdade de criar. A mensagem em choque permanente com o meio.
Sou um repórter.
Um repórter sígnico do meu tempo e do meu espaço.
Onde a poesia (única manifestação artística que não foi domada pelo capitalismo) não tem existência real.
Como ensina o provérbio, lágrima não quebra osso.
Meus textos andavam espalhados por aí. Resolvi juntá-los, armando uma sequência. O livro deve ser lido como um único poema.
Tentativa de pensar a função do poeta numa cidade industrial. Cósmica.
De flagrar ,entre a prosa mole e a conversa fiada, isso que chamam de poesia.

RBonvicino, abril de 78­

tiragem do livro: 500
tiragem desse panfleto: 100

Casa Visita

Para o CASA VISITA 2013, os artistas Fabio Morais e Maíra Dietrich criaram uma coleção de seis publicações feitas a partir de apropriações do Acervo de Publicações e da biblioteca da Casa Tomada, em um exercício ao mesmo tempo autoral e de pesquisa.
Os exemplares são distribuídos e enviados pelo correio no intuito de ativar uma rede postal inspirada nas práticas dos anos 1970, época em que a publicação impressa se consolidou como um espaço para produção artística. Essa rede possibilita intercâmbios impressos, atiçando o convite para além de uma visita à biblioteca da Casa Tomada, mas também para que você envie suas publicações para este acervo em formação. O sexto número será realizado exclusivamente com as publicações que chegarem ao longo do ano, a partir do diálogo proposto pelo CASA VISITA 2013.

A publicação #1 da CASA VISITA 2013 foi lançada em julho/2013 na feira de arte impressa Tijuana, na Casa do Povo.

– Para fazer parte dessa rede envie seu endereço completo para info@casatomada.com.br com o assunto: CASA VISITA 2013_REDE POSTAL

– Ou para aumentar o Acervo de Publicações envie suas publicações para o endereço: Rua Brás Cubas, 335 – Aclimação – São Paulo – SP – Brasil / CEP: 04109-040

Casa Visita - Publicação 1

Para a publicação de estreia do Programa Casa Visita 2013-2014, Maíra Dietrich e Fabio Morais se apropriaram de páginas de diversos exemplares do Acervo de Publicações e Livros de Artista da Casa Tomada, criando uma espécie de livro-sampler. Esse é o primeiro número da série cujo foco será sempre a Biblioteca da Cada Tomada para, a partir de seu acervo, criar publicações que façam-no circular via correios.

Casa Visita - Publicação 2

Na segunda publicação da série criada por Maíra Dietrich e Fabio Morais, os artistas deram ênfase a textos dos mais variados, de livros de artista, livros teóricos, revistas, catálogos, monografias e também textos manuscritos ou desenhos que têm na escrita um elemento gráfico. Todo esse material foi pesquisado na Biblioteca da Casa Tomada e organizado de forma a criar uma espécie de texto visual com textos verbais.
Casa Visita - Publicação 3
Casa Visita – Publicação 3
O terceiro número da série de publicações criadas para o Programa Casa Visita 2013-2014, concebido por Maíra Dietrich e Fabio Morais, é dedicado aos cadernos dos residentes da Casa Tomada. Foram reproduzidas várias páginas de diferentes cadernos de modo que o conjunto crie, ou recrie, a atmosfera de convivência dos artistas em residência, recombinando suas anotações, questões e produções em um só caderno.

Introvisão

Klaus Mitteldorf
Introvisão.
São Paulo: Cosac Naify, 2006
104 páginas
tiragem: 1500.

Introvisão é um fotolivro, no qual as imagens fotográficas foram produzidas através de prismas numa perspectiva mais experimental. “Ver através de um prisma é perceber outras “realidades”? Como seria fotografar através do olhar de um outro?” Klaus Mitteldorf utiliza artifícios como lentes, óculos, espelhos de água, lupas entre outros – com a proposta de produzir fotografias que se distanciam do realismo explorado nos seus ensaios anteriores, para revelar um mundo de linhas, sombras, luzes e cores. “O caráter performático da ação de Mitteldorf, além de buscar uma imagem entre muitas possíveis, deixa evidências do efeito provocado pelo seu posicionamento no ato fotográfico.”

Site do artista:
klausmitteldorf.com