Flux paper events

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George Maciunas
Flux paper events
Berlin, Edition Hundertmark, 1998 (1ª ed. 1976)
16 p.
21 x 15 cm.

O livro teve intervenções em diferentes páginas: cortes, rasgos, grampos, dobras e perfurações. No site da Fundação Bonotto, encontramos imagens do livro de Maciunas e uma carta com o projeto, o que permitiu que o editor Armin Hundertmark fizesse uma edição póstuma da obra em 1998.

Published by Edition Hundertmark, Berlin
Different pages with interventions: cuts, stains, tears,
staples, perforations and folds. pp.16, 21 x 15 cm.

1. Project
Published in edition of the series “Karton”
Photocopy, 28 x 22 cm.

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2. Book, 1976
First editon, part of Special Edition
“Künstlerhefte 1976-1979”
Cardboard box, numbered 2/80

3. Assemblage, 1998
Eight open books of the second edition
assembled on wooden box by L. Bonotto,
254 x 35 x 6 cm.

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Imagens: http://www.fondazionebonotto.org/fluxus/maciunasgeorge/artistsbook/fx142813.html

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Le petit chaperon rouge

Le petit chaperon rouge

Warja Lavater
Le petit chaperon rouge: une imagerie d’après un conte de Perrault
Paris : Maeght, c1965.
1 folheto (19 dobras) : principalmente il. color.
luva (15,8 x 11,2 x 1,3 cm.).

A artista Warja Lavater publicou pelo editor Adrien Maeght um livro sobre Chapeuzinho Vermelho. Ela substituiu o texto da história por uma longa tira de 4,74 metros de comprimento, coberta com pontos coloridos. Cada personagem, cada elemento decorativo é representado por um sinal indicado na legenda. A tira é dobrada em sanfona para formar páginas duplas.

lavater_chapeuzinho

O performer

 

Fabio Morais
O Performer
São Paulo, 2009
livro-objeto: impressão jato de tinta e peça de xadrez (Rei)
edição de 100 exemplares

http://fabio-morais.blogspot.com/2009/01/o-performer-2005.html

Algumas das performances-texto d’O Performer:
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O performer sai de casa com uma câmera fotográfica, um tripé e o bolso da calça jeans cheio de giz branco. Depois de muito caminhar, pacientemente vendo e sentindo os lugares, ele enfim escolhe um (escolha essa que mistura gostos estéticos pessoais, um punhado de boassimbologias ali detectadas, o afã de documentar o momento de uma vez por todas e até mesmo um olhar para o mundo ainda tomado de ecos da noite passada).
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O
performer pára, arma o tripé, posiciona a câmera e inicia o delicado processo de enquadrar um pequeno pedaço do resto de tudo. O enquadramento resolvido e o performer pega, no bolso da calça jeans, um punhado de giz branco. Ele agora irá, conforme o enquadramento que vê no visor da câmera, riscar o contorno deste recorte do mundo.
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O processo é lento e minucioso já que esse
retângulo tão fácil e banal que se vê no visor, ao ser desenhado no real, precisa lidar com as distâncias em trezentos e sessenta graus que rodeiam e separam todas as coisas. Por exemplo: a base do retângulo a ser traçado começa no tronco de uma daquelas árvores mas, ao fim da largura do tronco, o risco continua no muro, bem lá trás, um pouco longe da árvore e, logo depois, no banco da praça ali bem na frente, continuando no conjunto daqueles prédios ao fundo, para terminar na altura do peito do rapaz que está no primeiro plano. Traçar seu desejo de bidimensionalidade e apreensão do tridimensional é um mecanismo que requer, do performer, calma e dedicação.
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Depois de uma tarde inteira de trabalho, indo e voltando ao visor inúmeras vezes para conferir a posição e o tamanho certos dos traçados, enfim o contorno do enquadramento fica pronto. O
performer recolhe suas coisas e vai embora deixando para trás as marcas de uma escolha, cheio de esperança de que nalgum momento alguém passe pelo exato ponto onde ele fincou acâmera e, num golpe de vista, enxergue surpreso o retângulo traçado, sendo assim, de alguma forma, seu cúmplice.
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Já que não sei fotografar…
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A performance dura um mês.

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O
performer estabelece um lugar qualquer, que já faça parte de seu cotidiano, como o “palco” da performance: uma rua por onde passa diariamente, uma praça ou a padaria. Na verdade, a performance acontece pelas vinte e quatro horas de cada um dos trinta dias que ela dura.
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Porém, esse momento em que o performer irá passar diariamente pelo “lugar-palco” estabelecido é como se fosse um ponto de encontro que ele marca entre sua performance e o mundo: algo simbólico.
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No primeiro dia o
performer passa todo o dia vestido de preto. No segundo, veste-se de um cinza muito escuro, quase preto. No terceiro, de um cinza um tom mais claro que o do segundo dia. No quarto, um tom mais claro que o do terceiro. No quinto, novamente, um tom mais claro que o do quarto dia. E assim, sucessivamente, durante um mês até atingir a roupa totalmente branca no último dia da performance.
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Já que não sei pintar….

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Domesticidades

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Renata Marquez e Wellington Cançado
Domesticidades : guia de bolso = Domesticities : pocket guide
concepção, projeto gráfico, textos: Renata Marquez, Wellington Cançado
produção gráfica: Alexandre Campos
revisão do inglês: Ines Linke.

Belo Horizonte: Instituto Cidades Criativas, 2010.
128 p. : il., fots. color.
9,3 x 14 cm.
ISBN : 9788561659035

Brochura com costura. Contém luva de material plástico com impressão no dorso e primeira e última pastas. Dois marcadores de página (cor rosa e laranja) foram adesivados na última pasta da brochura.

Este é o primeiro volume de uma série imaginária de guias de domesticidades, publicado por Renata Marquez e Wellington Cançado. Dedicado a Belo Horizonte, integra uma coleção fictícia à espera de ser completada com outras cidades mundo afora. Um guia de código aberto a ser recriado por aventureiros sedentários, aficcionados pelas paisagens íntimas dos websites imobiliários, colecionadores de prosaicas imagens de apressados corretores e por cartógrafos amadores do vouyerismo comercial.

(via http://www.geografiaportatil.org)

 

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Cópia: Dia Um

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Edith Derdyk, 1955 (São Paulo)
Cópia: dia um
São Paulo: [Ed. do Autor], 2010.

[16] f. dobradas : il. p&b; 21,7 x 16 cm.

Notas: serigrafia, tiragem ilimitada.
Notas de encadernação: Espiral.
Capa em papel laminado (preto e branco). Corte lateral intonso.

Notas de exposição: Exposto em: “Livro de Artista no Brasil”. Exposição realizada por: Instituto Arte das Américas; Liga Brasileira de Editora; C/Arte, 2015.

www.edithderdyk.com.br

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Hyperobjets d’art

Pascal Le Coq
Hyperobjets d’art
Rennes: Incertain Sens, 2012
[112 p.]
brochura
offset 4 cores
24 x 16,5 cm.
Coproduction Fonds régional d’art contemporain Bretagne (Rennes) et Galerie Lara Vincy (Paris).
ISBN 978-2-914291-47-7

Um hiperobjeto de arte é um produto de hipermercado ou loja de departamentos contendo involuntariamente a assinatura de um artista na sua embalagem, pelo princípio do logogrifo ou de homonimia. A revelação da assinatura é obtida pela remoção de sinais desnecessários (a tinta usada para cobri-los deve ser da mesma cor que o fundo do objeto original.) Ex. um pacote de lenços KLEENEX é um  hiperobjeto do pintor KLEE.

Os HyperObjets foram apresentados pela primeira vez em 1997 no número 5 da enciclopédia oxo. Seu desenvolvimento neste livro é uma transmutação, ou seja, a implantação em um espaço que não seja a enciclopédia e, a fortiori, sua entrada no mercado de arte. A frase “Work in progress” colocada na capa indica que esta série, como qualquer proposta oxo, é um projeto aberto: sua forma, conteúdo, contexto, pode continuar a evoluir.

Pascal Le Coq inventaria duzentos e oitenta Hyperobjets de arte, indiferentemente obtidos em supermercados a partir das prateleiras de produtos alimentícios, cosméticos ou culturais e classificados em ordem cronológica por escolas, do gótico ao contemporâneo.


“Un Hyperobjet d’art est un produit d’hypermarché ou de grand magasin contenant de manière involontaire la signature d’un artiste sur son emballage, par le principe du logogriphe ou de l’homonymie. La révélation de cette signature est obtenue par la suppression des signes superflus (la peinture utilisée pour les recouvrir étant de la même couleur que le fond de l’objet original). Ex. Un paquet de KLEENEX est un hyperobjet d’art du peintre KLEE / Les Hyperobjets d’art ont été présentés pour la première fois en 1997 dans le détail numéro 5 de l’encyclopédie oxo. Leur développement dans ce livre constitue une Transmutation, c’est-à-dire un déploiement dans un espace autre que celui de l’encyclopédie et, a fortiori, leur entrée dans le marché de l’art. La bande “Work in progress” placée sur la première de couverture signale que cette série, comme toute proposition oxo, est un chantier ouvert : par sa forme, son contenu, son contexte,elle pourra continuer d’évoluer.”

Pascal Le Coq inventorie ainsi deux cent huit cas d’Hyperobjets d’art, indifféremment glanés dans les supermarchés aux rayons des produits alimentaires, ménagers, cosmétiques ou culturels et classés ici chronologiquement par écoles, du gothique au contemporain.



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Un coup de dés jamais n’abolira le hasard: Livre

Un Coup de dés jamais n'abolira le hasard

Michael Maranda
Un coup de dés jamais n’abolira le hasard: Livre
[Toronto, Ont.] . Art Metropole, (c)2008.
33 cm.

Baseado em Un coup de dés jamais n’abolira le hasard : poème, do poeta francês Stéphane Mallarmé e Un coup de dés jamais n’abolira le hasard : image, do artista belga Marcel Broodthaers.

Un Coup de dés jamais n'abolira le hasard

Esta versão do livro foi impressa na mesma cor do papel utilizado na edição original de Mallarmé. O que aparece em branco é o papel utilizado na edição atual.

O livro está disponível em PDF no site da editora Parasitic Ventures