Superquadra

E1P7-03

Erik Van Der Weijde
Superquadra
Amsterdam: Roma, 2010
22,5 x 16 x 2 cm.

The large residential blocks in Brasilia are named Superquadras.
Each block, as repeating element in Lucio Costa’s master plan for
Brazil’s new capital, was built within a distinct configuration, with an average of eleven buildings raised on pilotis, with a height limit six floors.

 

http://www.erikvanderweijde.com/

Escala de Cor das Coisas

escala-de-cor-das-coisas-leticia-lampert-livro-de-artista1

Letícia Lampert.
Escala de cor das coisas/The color scale of things
1ª edição
Porto Alegre : [Ed. do Autor], 2009.
1 v. : fots. color. ; 6 x 28 x 1,7 cm.; offset
português e inglês

Livro em formato de paleta de cores (pantone).
Encadernação tipo Pantone.
ISBN : 9788591005307

Inspirado no formato dos catálogos de padronização de cores, ‘Escala de Cor das Coisas’ é um livro de artista que traduz, revela e brinca com as relações entre cor, palavra e imagem. São 70 cores apresentadas através de fotografias dos elementos que utilizamos para denominar e referenciar as cores na linguagem popular. A primeira edição foi lançada em 2009, com 58 cores e uma tiragem de 1000 exemplares que está esgotada. Na segunda, lançada em 2014, houve um aumento para 70 cores e a publicação de um pôster promocional com todas as cores reunidas.

A cor palavra. A palavra fotografada. A cor tentando se explicar. Literalmente. Intangíveis, cores não passam de convenções, de conceitos abstratos. Não temos como avaliar se a noção de cor de cada um é exatamente igual. E, na tentativa de criar um denominador comum, nomes são dados a elas, nomes de coisas. Afinal é através destas coisas que vemos as cores. Mas as pessoas realmente se dão conta que o azul montanha tem este nome por que as montanhas, vistas ao longe, tem esta cor?

http://www.leticialampert.com.br/color/index.php

Color as a word. The photographed word. It is color trying to explain itself. Literally. Intangibles, colors are merely conventions, abstract concepts. We cannot tell if people see colors exactly in the same way. So, in an attempt to find a common denominator, names are given to colors, names of “things”. After all, it is through those “things” that we see colors. But do people realize that “mountain blue” has its name because of mountains that can be seen from afar?

By photographing those “things” that name colors,  we invite one to reflect, playfully, on both signs: visual and verbal. Also on the relation between real and imaginary, nature and convention. Photography allows us to play this game because it is an indexical sign, that is, it brings us the original referent to sight, the one that, in the ordinary use of words, turns into something as abstract as the color it refers to.

[ vimeo ] [ leticialampert ]
– fonte

poster

Belo Horizonte, Praça Rui Barbosa

Joachim Schmid, Belo Horizonte, Praça Rui Barbosa, 2004

 

Joachim Schmid (Alemanha, 1955)
Belo Horizonte: Praça Rui Barbosa
Amsterdam: NEROC’VGM, 2004.

[64] p.: color.
15 x 10,5 cm.
Impressão em offset.
Brochura.
Texto em inglês.
400 ex.

Quando fiz minha primeira viagem ao Brasil em 1992, cheguei a Belo Horizonte, uma cidade tão grande quanto Berlim mas que a maioria das pessoas fora do Brasil nunca ouviram falar. Numa praça pública no centro desta cidade, encontrei uma série de negativos em preto e branco. Os fotógrafos que faziam esses retratos trabalhavam na praça usando um equipamento extremamente simples: uma caixa de madeira que servia tanto de câmera quanto de câmara escura. Na frente de um dispositivo tão simples, as fotografias foram tiradas com essa caixa e reveladas dentro dela. Os clientes obtiveram seus retratos depois de alguns minutos. Os negativos foram descartados. Eu coletei esses negativos e os imprimi. O título desse trabalho é Belo Horizonte, Praça Rio Branco. Em 1993 fiz um trabalho semelhante, Belo Horizonte, Parque Municipal.

Originalmente estes retratos foram tomados para vários fins administrativos, carteira de de identidade, carteira de mototrista e assim por diante. As pessoas que estão bem de vida podem obter os seus retratos em estúdios, e as pessoas que não podem pagar por retratos de estúdio vão para a praça. Os fotógrafos não dão instruções para as pessoas retratadas. Eles tomam simples retratos frontais, diretos.

Quando voltei para Belo Horizonte este ano os fotógrafos tinham se mudado para outra praça. E eles tinham abandonado sua técnica primitiva. Eles trabalham em cores usando câmeras de 35 mm. Depois que as fotografias são tiradas eles correm para o laboratório mais próximo para obter a tira de filme revelada e impressa. Os clientes pegam seus retratos cerca de meia hora depois de terem sido tomados. Os negativos ainda são descartados. Durante a minha estadia em Belo Horizonte, levantei-me muito cedo todas as manhãs antes que os limpadores de rua começassem a trabalhar, fui até a praça e coletei todos os negativos que encontrei. O resultado é Belo Horizonte, Praça Rui Barbosa.

When I made my first trip to Brazil in 1992 I arrived in Belo Horizonte, a city as big as Berlin that most people have never heard of outside Brazil. In a public square in the center of this city I found a series of black-and-white portrait negatives. The photographers who made these portraits worked in the square using extremely simple equipment: a wooden box that served both as a camera and a darkroom. In front of a simple backdrop, photographs were taken with that box and developed inside it. The clients got their portraits after few minutes. The negatives were discarded. I collected these negatives and printed them. The title of that work is Belo Horizonte, Praça Rio Branco. In 1993 I made a similar work, Belo Horizonte, Parque Municipal.

Originally these portraits were taken for various administrative purposes, ID cards, driving licenses, and so on. People who are well off get their portraits taken in studios, and people who cannot afford studio portraits go to the square. The photographers do not give directions to the people depicted. They take plain, frontal, straightforward portraits.

When I returned to Belo Horizonte this year the photographers had moved to another square. And they had abandoned their primitive technique. They work in colour now using 35 mm cameras. After the photographs are taken they run to the nearest lab to get the strip of film developed and printed. The clients pick up their portraits about half an hour after they were taken. Negatives are still discarded. During my stay in Belo Horizonte I got up very early every morning before the street cleaners start to work, walked to the square and collected all the negatives I found. The result is Belo Horizonte, Praça Rui Barbosa.

schmid.wordpress

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Notorium Magnificus

Michel Zózimo
Notorium Magnificus®: 132 mg Hidróxido de ar III polimantosado + polivitaminas.
(Droga de Artista)
[Porto Alegre, RS]: Ed. do Autor: Artfarma, [2008].
1 folha em uma caixa imitando embalagem de remédio

Droga de Artista. Uso Adulto. Acompanha bula contendo as recomendações de uso e efeitos colaterais.

Artist drug. Adult Use. Accompanying leaflet containing the recommendations for use and side effects.

Guia de Terrenos Baldios de São Paulo

Guia de Terrenos Baldios

Lara Almarcegui.
Guia de Terrenos Baldios de São Paulo: uma seleção dos lugares vazios mais interessantes da cidade
[São Paulo : Fundação Bienal de São Paulo], 2006.
36 p. : il. p&b
24 x 15 cm.
Impressão em offset
27.750 ex.

“Projeto realizado em ocasião da 27ª Bienal de São Paulo ‘Como Viver Junto’, em agosto de 2006”.

” O principal interesse dos terrenos baldios é que eles estão ligados à realização de um projeto, ainda que tenham proprietário e sua existência esteja relacionada a planos de urbanismo do futuro ou do passado que, por diversas razões, estão parados. Os terrenos baldios são lugares da possibilidade em que o cidadão pode se sentir livre.”

trecho extraído do livro

 “GUIA DE TERRENOS BALDIOS DE SÃO PAULO” apresenta uma seleção de lugares vazios da cidade de São Paulo. Além de situar esses espaços através de mapas, o livro também apresenta uma série de fotos desses locais, sendo cada foto acompanhada de um pequeno texto. Localizados em uma megalopóle, esses terrenos desabitados se revelam espaços de respiro e de resistência em uma cidade que cresce em ritmo acelerado, onde “estruturas de mercados colonizam e comercializam tudo”*. O Guia possibilita descobrir lugares ‘independentes’ do ritmo de toda cidade e  que por esse motivo estão ameaçados à desaparecer.

* Lara Almarcegui

“Um exemplo de uma descrição, a partir da imagem de um terreno na rua da Consolação, altura do número 1.411: “O terreno baldio é um vão de 5.300 metros quadrados encaixado entre edifícios numa zona densamente construída. A entrada do terreno fica na Rua da Consolação e coincide com a entrada de um estacionamento, ao qual se acessa somente de carro. No terreno havia uma mansão que foi demolida em 1985. Encheu-se de árvores frutíferas e pássaros, até que ali foi instalado um estacionamento em fins dos anos 1990”.

“O relato prossegue até mencionar a existência de uma estrutura de concreto e aço de um edifício que começou a ser construído e não foi adiante, terminando com um dado de tragédia pessoal: “Seu esqueleto está se tornando uma ruína. Junto à entrada acumulam-se materiais de construção que não chegaram a ser utilizados. Conta-se que durante a construção, chegou-se até o lençol freático e a água desestabilizou as fundações, e que os proprietários se arruinaram e tiveram que parar a obra”.

Uma entrevista com a artista (em espanhol) feita por Fernando Oliva, autor do texto acima: http://www.canalcontemporaneo.art.br/arteemcirculacao/archives/001080.html

2005-510117385-5

E3P4-02

Rosângela Rennó
2005-510117385-5
Rio de Janeiro, 2010.

Verso de uma fotografia de Marc Ferrez, Encouracado Riachuelo

Em algum momento entre 02 de abril e 14 de julho de 2005, durante uma greve de funcionários da Fundação Biblioteca Nacional, 946 peças, entre elas 751 fotografias, foram furtadas da Sala Aloísio Magalhães, local conhecido como Divisão de Iconografia da FBN. Não havia sinal de arrombamento. Os autores do furto trabalharam com sutileza, escolhendo autores e temas, esvaziando álbuns, substituindo fotografias, para que o crime só fosse descoberto algum tempo depois. Passados quatro anos, com uma investigação criminal ainda em curso, apenas 101 dessas fotografias foram recuperadas, e todas elas foram encontradas mutiladas, pois os criminosos tentaram, de diversas maneiras, apagar as marcas de registro de patrimônio da FBN. O inquérito criminal de número 2005-510117385-5 ainda não foi concluído e os mentores do furto não foram punidos.

Alguns meses antes da greve e do furto, outro setor da FBN foi vítima de um golpe de outra natureza: do Laboratório de Fotografia e Digitalização da FBN foram furtados os principais discos rígidos dos computadores, nos quais vinham sendo arquivadas todas as reproduções digitais do acervo da Divisão de Iconografia. Da mesma maneira, nenhum vestígio foi deixado na cena do crime, os autores do furto não foram encontrados e ninguém foi punido. Os dois crimes nunca foram oficialmente relacionados.

Este livro, intitulado 2005-510117385-5, como o inquérito policial, contém as reproduções dos versos das 101 fotografias recuperadas, em tamanho real, ordenadas segundo a data de sua reinserção no acervo da Divisão de Iconografia da FBN.

texto da artista Rosangela Rennó, sobre o livro de artista publicado através do edital Arte e Patrimônio, do IPHAN.

Mais informações:

http://www.istoe.com.br/reportagens/54634_HISTORIA+EM+BRANCO
http://www.rosangelarenno.com.br