Kinocaixa

Kinocaixa – 5 filmes de bolso

Os Kinolivros são pequenos “flipbooks”, livrinhos animados que quando passamos rapidamente suas páginas vemos um filme, uma animação. O nome “Kinolivro”, que dá título a toda a coleção da autora, foi inspirado no termo “kino”, que significa cinema em russo, fazendo referência ao cinema construtivista da Rússia, que tinha forte preocupação formal e buscava uma inovação estética com uma linguagem muito próxima das artes gráficas.

Os livros tratam de temas simples, por sua própria natureza, e funcionam como filmes de poucos segundos. Todos foram feitos com carimbos de borracha.

Lá vai o trem foi o primeiro dos Kinolivros. Feito há dois anos, sem editora, e vendido independentemente, mostra um trem à vapor passando em uma paisagem fixa. Em sua carga estão estrelas, uma bicicleta e um leão, que pisca no final. Nessa nova versão, a capa é colorida e o livro ganhou um mini poema, como todos os outros da coleção.

Viagem à lua mostra um foguete viajando à lua. O poeminha é uma referência ao poema do Maiakoviski A extraordinária aventura vivida por Vladimir Maiakovski no verão na Dactha, no qual o autor recebe uma visita do sol.

Chuva de verão foi feito a partir da observação das chuvas de verão em São Paulo, mostrando uma multidão de guarda-chuvas abrindo de uma vez para, pouco tempo depois, irem se fechando. O poema foi inspirado numa frase do filho de Mariana.

Vida besta é o assunto mais simples de todos: mostra peixes nadando que, depois se percebe, estão dentro de um aquário. O acontecimento mais diferente no cotidiano deles é quando recebem comida.

Em São Paulo mostra o trânsito em São Paulo e faz apologia ao uso de bicicleta como meio de transporte.

Entrevista de Mariana Zanetti e vídeos de alguns Kinolivros: clique aqui

Mariana Zanetti é ilustradora, artista visual e arte educadora, formada pela FAU-USP. Tem 32 anos e é mãe de um filho de 4. Ilustrou diversos livros: Zoo (Hedra), O anjo do Lago (Biruta), Casal Verde (Hedra), Leituras de escritor (SM), Nome, sobrenome, apelido em parceria com Renata Bueno (Companhia das Letrinhas, no prelo), Micromegas (Hedra, no prelo), História pra boi casar (Peirópolis, no prelo). Dá aula de desenho para crianças e adultos, no SESC, no Instituto Tomie Ohtake e no ônibus-biblioteca. [informações do site da editora Hedra]

4 Achados Construídos

Philadelpho Menezes
 4 Achados Construídos
Poemas 1978  1979  1980.

Arte Ana Aly.
[São Paulo], ed. do autor, [1980]
formato 14 x 14 cm

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Livro com poemas a partir de experimentos concretistas e do poema-processo, incluindo um desdobrável. No site do Antonio Miranda, mais informações sobre o autor.

poema Anacíclicos, dedicado a Ana Aly

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O reino das fontes

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Michel Zózimo. O reino das fontes, 2009 [1ª ed.], 2011 [2ª ed.]
tiragem: 100
25 pág.
10 x 23 cm

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Em clima de fábula, com versos rimados, o livro conta a (fictícia) história da criação da obra “Fonte”, de Marcel Duchamp. As ilustrações são construídas com fontes tipográficas. Primeira tiragem – 100 exemplares.

http://michelzozimo.com/publicacoes

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Sobre o autor: veja o grupo de pesquisa Veículos da Arte

The Grass is Greener

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Brad Freeman
The Grass is Greener
Atlanta: JAB Books and Nexus Press, 2001
48 p.
duotones e CMYK
smythe sewn by Bind Tech Nashville
soft cover and offset printed by BF on Astrolite by Monadnock (alkaline pH and buffered)
7 1/4” x 5”
500 ex.
ISBN 0-932526-87-X

The pathos and beauty of moral frustrations comprise the central theme of The Grass is Greener. The repetitive enclosure of the book form, with its capacity to enact a cycle of constraint within the bound sequence of its pages, reinforces the irony of this work–even as the final signature pulls back, catching its breath and ours in a dry laugh of response. It is tight, succinct, and highly aesthetic as an expression of a wry, dark vision of the lived condition.

The Grass is Greener is available from Nexus Press, 535 Means Street, Atlanta, GA 30318

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A Marca e o Logotipo Brasileiros

A Marca e o Logotipo Brasileiros, 1974

Wlademir Dias-Pino, João Felício dos Santos
A marca e o logotipo brasileiros
posfácio de Antonio Houaiss.

Rio de Janeiro: Rio Velho, 1974.
(não paginado) : il. color.
26,5 x19 x 2,8 cm.

Páginas da Enciclopédia Visual podem ser vistas no ótimo site em homenagem a Wlademir Dias Pino. Abaixo, transcrevemos um trecho do posfácio de Antonio Houaiss, também disponível no site:

O livro, assim, diagramado em ativa operação mental – e aqui o visual é, efetivamente, à Leonardo da Vinci, cosa mentale – , se torna um permanente desafio ao usuário, propondo-lhe associações, oposições, conexões, correlações, dissociações, simplificações, atomizações, conglomerações, análises, sínteses, expansões, contrações, dispersões, compactações, com problemas que transcendem o teorético da gestalt, do behavior, do abissal. É uma obra aberta, no melhor sentido didático, o de aprender sempre, de educar-se sempre, dentro ou sobretudo fora dos centros institucionalizados de instrução – as escolas, quaisquer que sejam os seus nomes: creche, maternal, pré-primário, primário, ginasial, colegial, técnica, ateneu, vestibular, academia, superior, faculdade, universidade, colégio e os demais -, como na visão antecipatória de Ivan Illich.
Os textos que acompanham o material visual fervilham de proposições e insinuações, mas não se prendem rigidamente a um sistema de idéias ou de teorias fechado: são eles também, na sua concisão lapidar, convites à mentação, à pensação, à indagação, à pesquisa, à discussão individual (de si para si) ou colegiada (de vários para vários), permitindo hipóteses de trabalho das mais diversas e fecundas. Os campos da comunicação e da expressão, teórica e praticamente, se problematizam assim, compelindo a um pensar e um fazer experimentais de que velhos erros e novas luzes brotarão.
O poderoso escritor que é João Felício dos Santos, com ter sue nome associado à co-autoria deste livro, de ter-se sentido rejuvenescer dentro de um novo universo, já que o seu era o de um veterano campeão de outro, o verbal. E Wlademir Dias-Pino, na sua seriedade de um dos mais perspicazes pesquisadores do visual no Brasil, deve sentir-se feliz com essa realização, que encontrou nos editores e gráficos Antonio da Costa Martins e Aparício Miranda, a benemérita compreensão de que aqui se aperfeiçoou algo muito mais do que um catálogo de marcas e logotipos. Esse algo, este livro, deverá ser um vademécum para quantos estudantes haja no Brasil onde se estudarem, pra valer, os problemas da comunicação e expressão visuais. Oxalá esse meu voto se confirma, para que venhamos a ter a enciclopédia do visual que Wlademir Dias-Pino sonha – e pode – realizar.

Antonio Houaiss
Rio de Janeiro, 10 de julho de 1974

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Nether Wallop

Brad Freeman
Nether Wallop
Chicago: JAB Books, 2008.
[96] p. : il. p&b
14,5 x 15 x 1 cm.
Impressão em offset
114 exemplares, numerados e assinados pelo autor.
Exemplar número 110

Notas de encadernação
Capa dura com pastas em papel cartão e dorso com revestimento em tecido

96 pages of a projected 192 pages have been offset printed by the author; the paper is French’s Newsprint (neutral pH and buffered);
4.5” x 4.5” (closed); casebound

O projeto apresentado pelo artista neste livro é explorar a relação entre o indivíduo e o gigante da economia global histórica. As fotografias e o texto do autor são justapostos com as imagens apropriadas de slides do início do século XX cujo propósito original era educar estudantes americanos sobre a estrutura da indústria. De fato, essas imagens escondem as verdadeiras condições de trabalho e degradação ambiental nas áreas colonizadas. Neste ponto crítico da história devem ser exploradas certas questões sobre as relações entre os poderes industrializados (militarizados) e as antigas colônias.

The project set forth by the artist in this book is to explore the relationship between the individual and the juggernaut of the historical global economy. The author’s photographs and text are juxtaposed with appropriated images from early 20th century lantern slides whose original purpose was to educate American students about the structure of industry. In fact, these images hide the true conditions of labor and environmental degradation in the colonized areas. At this critical point in history certain issues about the relationships between the industrialized (militarized) powers and the former colonies must be explored.

 

Nossa Senhora da Pequena Morte


Clarah Averbuck e Eva Uviedo
Nossa Senhora da Pequena Morte
São Paulo: editora do Bispo, 2009
31cm x 31cm
25 p.
Editora do Bispo
Páginas: 35
Capa: Mole
Língua: Português
200 exemplares numerados e assinados pelas autoras Clarah Averbuck e Eva Uviedo.
inclui disco de vinil

“Como é que eu me meti nessa, como é que eu saio dessa, quem disse que eu quero sair dessa, esquecer isso tudo, derreter, morer, agradecer à nossa senhora da pequena morte e dormir uma dormidinha daquelas antes de começar tudo de novo. E de novo. E de novo e de novo, até ele perceber que não há saída senão se entregar e se entregar sabendo que tudo nos espera”, escreve a autora no texto que dá título ao livro.