Renato Breder
Batismo
[São Paulo] : Bote, 2013.
6,8 x 9 x 1 cm.
Tiragem de 60 exemplares numerados.
Exemplar 26/60
Colofão
“Busto de uma criança”, Gian Cristofaro Romano (1500-1510), Galleria Franchetti, Ca’d’Oro, Veneza.
Renato Breder
Batismo
[São Paulo] : Bote, 2013.
6,8 x 9 x 1 cm.
Tiragem de 60 exemplares numerados.
Exemplar 26/60
Colofão
“Busto de uma criança”, Gian Cristofaro Romano (1500-1510), Galleria Franchetti, Ca’d’Oro, Veneza.
Quando o obstetra Edgard Braga lançou seus primeiros “poemas caligráficos”, houve um estrondoso silêncio. É provável que, ainda hoje, críticos acadêmicos considerem seus garranchos como meros devaneios de um velho gagá. Também foram poucos os poetas que perceberam nos livros Tatuagens (1976) e Murograma (1982) a recuperação de uma antiga prática da humanidade: a caligrafia. Enquanto a poesia concreta explorava a dimensão visual da linguagem poética com recursos industriais (filmletras, letra-set etc.), Braga ajudou a implodir a sintaxe tradicional, pela via oposta. Ele não é o pioneiro no exercício da caligrafia, como elemento poético. Mas é o “franco inspirador” do álbum AGRÁFICA, editado por Gilberto José Jorge, que está sendo lançado hoje, às 20 horas, no Paço das Artes (av. Europa, 158).
“Não posso dizer que todos os artistas que participam do álbum — um total de 20 — tenham influências diretas de Edgard Braga. Mas a idéia de fazer um trabalho dessa natureza começou a esquentar na minha cabeça depois que vi uma exposição com poemas dele, no Centro Cultural, em novembro de 84, alguns meses antes de sua morte”, diz Gilberto. Se a linguagem de cada um dos artistas trafega por vias múltiplas, pelo menos um ponto de confluência existe: o revide à camisa-de-força da linguagem tradicional, com uma imantação entre a poesia, as artes plásticas e o desenho pessoal, intransferível. O processo serigráfico, comandado por Omar Guedes, propaga também o ruído da produção artesanal num ambiente hiperindustrializado.
“Esse álbum é quase totalmente feito à mão. O fato de ser um produto de artesanato, num contexto pós-industrial, pesa como um importante fator de linguagem. Além disso, a escrita à mão quebra todo um costume ocidental de leitura. Ela é muito provocativa”, cutuca Gilberto, remetendo-se aos estudos de Ezra Pound — via o filólogo Ernest Fenolosa — sobre o ideograma chinês. Para o oriental, o exercício da caligrafia é uma arte maior e milenar. A própria escrita chinesa joga com lances de semelhança com o objeto que procura representar, buscando sua essência em mínimos traços. “Uma vez que não existe na China uma nítida diferenciação entre pintura, caligrafia e poesia, o poeta é muitas vezes calígrafo e pintor”, esclarece o italiano Girolano Mancuso, citado no livro Ideograma, de Haroldo de Campos. O Ocidente é que separou e complicou tudo.
No álbum AGRÁFICA, a dissolução das fronteiras entre a poesia e a pintura é tocada a sutis pinceladas e caligrafias multiformes. O cineasta Júlio Bressane entra com um “quase pictograma” do Rio de Janeiro: na palavra RIO, em fundo azul, está embutido o Pão de Açúcar. Décio Pignatari psicografa Oswald de Andrade. Gilberto José Jorge, também. O artista plástico Aguillar, cujos trabalhos normalmente são supercoloridos, surpreende com um caligrama em preto e branco. Gô — também artista plástica, poeta, compositora e letrista — traça gestuais que tendem talvez a simbologias mágicas. São apenas alguns exemplos. No álbum estão reunidos ainda: Ângelo Marzano, Arnaldo Antunes, Betty Leirner, Edgard Braga, Fábio Moreira Leite, José Guilherme, Julio Plaza, Mariana Pabst Martins, Leon Ferrari, Marsicano, Renato Lelé Maia, Salvador Martins, Silvana Lacreta, Tadeu Jungle e Walt. B. Blackberry.
“A caligrafia quebra a sintaxe do poema. Apesar de ser uma prática bem antiga, é uma forma nova do fazer poético. E ainda recupera um aspecto mágico da escrita. Há trabalhos que, se fossem feitos em off-set, perderiam esse significado mágico. E aí entra também a importante contribuição da serigrafia”, afirma Gilberto, lamentando as fatais incompreensões.
Ademir Assunção
Caderno 2 – Estadão, 02 de julho de 1987
A biblioteca da UFMG recebeu a doação da coleção completa do Sans niveau ni mètre. Journal du Cabinet du livre d’artiste.
O jornal é uma publicação do Gabinete do Livro de Artista, publicado pela Éditions Incertain Sens, pela equipe de pesquisa Artes e práticas poéticas da Universidade de Rennes 2, o Fundo Regional de Arte Contemporânea da Bretanha e da Escola de Belas Artes de Rennes.
Cada número é publicado e distribuído gratuitamente a cada exposição. Ele também pode ser baixado diretamente em PDF:
http://www.sites.univ-rennes2.fr/arts-pratiques-poetiques/incertain-sens/journal.htm
Beto Shibata
Black Book
[São Paulo, Bote]
Impressão laser sobre papel preto
Feito a partir do exercício gráfico de linha contínua seguindo o fluxo de gotas de nanquim em papel vegetal, depois as composições foram montadas aleatoriamente criando edições únicas.
Originalmente publicado entre 1965 e 1967, os panfletos da coleção Great Bear foram uma espécie de “quem é quem” da vanguarda nos anos sessenta: George Brecht, John Cage, Al Hansen, Allan Kaprow, Claes Oldenburg, Nam June Paik, Diter Rot e Emmett Williams são apenas alguns dos artistas da coleção, publicada pela Something Else Press. Todos os panfletos são grampeados e possuem 16 páginas (exceto o Manifesto, que tem 32 páginas). Enquanto todos compartilham o mesmo formato, cada título da série foi impresso em cores e tipos de papel diferentes. Fiel aos originais, cada panfleto da reedição publicada pela Primary Information foi impresso em vários tipos e cores de papel e a edição completa vem em uma caixa de madeira feita à mão. O nome da editora está em relevo seco em cada exemplar.
Originally published between 1965 and 1967, the Great Bear contributors were a who’s who of the sixties avant-garde: George Brecht, John Cage, Al Hansen, Allan Kaprow, Claes Oldenburg, Nam Jun Paik, Diter Rot and Emmett Williams, were just but a few of the artists/authors in the series. All of the pamphlets were staple-bound and 16 pages in length (except for the Manifesto issue, which was 32 pages). While they shared the same format,each title in the series was printed on varying colors and types of paper. True to the originals, each pamphlet will be printed on various types and colors of paper and the complete edition will come in a hand-made pine box.
Lista de panfletos
01. By Alison Knowles/Alison Knowles
02. A Book About Love & War & Death: Canto One/Dick Higgins
03. Chance-Imagery/George Brecht
04. Injun & Other Histories (1960)/Claes Oldenburg
05. Incomplete Requiem for W. C. Fields/Al Hansen
06. Ritual: A Book of Primitive Rites and Events/Jerome Rothenberg
07. Some Recent Happenings/Allan Kaprow
08. Manifestos/Includes work by Öyvind Fahlström, Robert Filliou, John Giorno, Al Hansen, Dick Higgins, Allan Kaprow, Alison Knowles, Nam June Paik, Diter Rot, Jerome Rothenberg, Wolf Vostell, Robert Watts and Emmett Williams
09. Berlin and Phenomena/Wolf Vostell
10. The Twin Plays: Port-au-Prince & Adams County Illinois/Jackson Mac Low
11. Diary: How to Improve the World (You Will Only Make Matters Worse)/John Cage
12. The Cursive Scandinavian Salve/ Bengt af Klintberg
13. Autobiography/David Antin
14. Popular Entertainments/Philip Corner
15. A Filliou Sampler/Robert Filliou
16. Untitled Essays and Other Works/Allan Kaprow
17. A Look into the blue tide, part 2/Diter Rot
18. The Art of Noise/Luigi Russolo
19. The Last French-Fried Potato and Other Poems/Emmett Williams
20. A Zaj Sampler/ Contains work by Jose-Luis Castillejo, Ramiro Cortes, Javier Martines Cuadrado, Juan Hidalgo, Walter Marchetti, Tomas Marco, and Eugenio de Vicente
http://www.primaryinformation.org/projects/great-bear-pamphlet-series/
Frédérique Rusch (France, 1977)
Untitled (Comic Book)
[Strasbourg, France], Éditions du Livre, 2013
16 p.
17 x 26 cm
4 colours risograph print
on 115g Munken Print White
Printed by Hato Press
First edition of 100
Second edition of 125
“A Minimalist Comic Book That Stares Straight Into Piet Mondrian’s Soul: Frédérique Rusch transforms Mondrian’s two-dimentional primary-colored grid into a three-dimentional space, with a subtle Charles Burns reference thrown in for good measure.”
Mark Wilson on www.fastcodesign.com
“Frédérique Rusch pays homage to the grid from Charles Burns’ Black Hole and creates a minimalist visual aesthetic for graphic novel fans. The artist colors in traditional story board layouts and replaces common cartoon imagery with bare panels that each transform into individual spatial entities.”
Jana Pijak on www.trendhunter.com
http://www.editionsdulivre.com/untitled-comic-book
Nicolás Paris (Bogotá, Colômbia, 1977)
Doble faz
La Silueta, Bogotá, 2010 (2ª ed.)
17 x 23,5 cm
144 p.
ISBN: 978-958-8568-14-0
Descripción: Tapa dura, sobrecubierta, impreso con una tinta especial generando la textura del grafito del dibujo sobre las páginas, dobleces de las páginas hechos a mano
La obra de Nicolás Paris hace énfasis en el uso del dibujo como herramienta indispensable en los procesos de creación artística pero también en las dinámicas de aprendizaje. Esta publicación recopila el proyecto Doble faz, en donde dibujos en dos dimensiones se convierten con un fácil doblez en una sencilla animación de dos cuadros, transformándose, en las manos del observador con el simple pliegue de una página; en chistes sutiles llenos de humor negro. Comentarios sobre la actualidad o simples juegos visuales hacen parte de este proyecto editorial realizado prestando especial cuidado al uso y elección del papel, las tintas, el armado y demás detalles.
Este es un libro para jugar, manipular sus hojas, doblarlas y crear nuevas imágenes: un hombre hace una bomba con goma de mascar, una tortuga entra en su caparazón, un rayo sale de una nube o una oruga se come una hoja. Una operación que llena de vida sus páginas, que cambian en términos de apariencia, significado y encuentro.
http://www.lasilueta.com/vx1/editorial/?project=doble-faz-nicolas-paris
Doble Faz, livro de Nicolás Paris que integrou a mostra de performance em livros de artista no Museu de Arte da Pampulha

Título: Pequeno Dicionário Ilustrado de Expressões Idiomáticas
Autor: Marcelo Zocchio e Everton Ballardin
Editora: Mandioca
Ano da edição: 2009
Local de publicação: São Paulo
Encadernação: brochura
Formato: 14.2 cm largura 11.5 cm altura
ISBN: 85-7234-160-9

O livro Pequeno Dicionário Ilustrado de Expressões Idiomáticas, realizado por Marcelo Zocchio em parceria com Everton Ballardin, foi lançado em 1999 e reúne 50 imagens que traduzem literalmente expressões idiomáticas brasileiras.
Foi idealizado graficamente para que funcione também como um jogo de adivinhação já que o significado da expressão vem escrito somente no verso da página de sua respectiva imagem.
Na exposição Ditos Ilustrados, as imagens e suas respectivas expressões foram aleatoriamente expostas nas paredes do espaço, preservando o caráter lúdico do livro.
The book Pequeno Dicionário Ilustrado de Expressões Idiomáticas, made in a partnership with Everton Ballardin, was launched in 1999; it gathers 50 images that literally translate Brazilian idiomatic expressions.
It was graphically designed to work also as a guessing game since the meaning of the expression is written only at the back of the page of its corresponding image.
At Ditos Ilustrados exhibition, the images and their respective expressions were randomly placed on the walls of the room, preserving the playful character of the book.
A coleção recebeu de Sarah Bodman, da University of West England, a doação do anuário internacional Artist’s Book Yearbook, dos cadernos The Blue Notebook e um exemplar do Artists’ Books Creative Production and Marketing (disponível em PDF aqui: http://www.bookarts.uwe.ac.uk/surv10.htm).
O acervo da UFMG conta com outras obras de referência sobre livros de artista (em português, inglês, espanhol, francês). O material estará disponível para consulta local no campus Pampulha da UFMG, em Belo Horizonte.
Para saber mais a respeito dos anuários, veja http://www.bookarts.uwe.ac.uk/bookpub.htm
Peter Fischli e David Weiss
Sonne, Mond un Sterne
Zürich: Ringier, 2008
31,5 x 25,3 x 4,7 cm.
[800] p.
Este novo livro de artista do célebre duo suíço Peter Fischli e David Weiss reúne 800 imagens inspiradas em anúncios de revistas. Projetado pela NORM em estreita colaboração com os artistas, o livro, resultante da contribuição de Fischli / Weiss para o Relatório Anual 2007 da Ringier AG, é uma coleção muito generosa, embora nauseante, de fotos, slogans e mensagens que constituem nosso panorama contemporâneo de mídia. Organizados em categorias soltas, eles mergulham o leitor em um fluxo de imagens cuja dimensão comercial recua para deixar que suas qualidades narrativas (muitas vezes não planejadas) se desenvolvam livremente em um relato improvável da jornada da vida.


This new artists’ book by the celebrated Swiss artist-duo Peter Fischli e David Weiss gathers 800 images inspired by magazine advertisements. Designed by NORM in close collaboration with the artists, the book, stemming from Fischli/Weiss’ contribution to the Ringier AG Annual Report 2007, is a very generous if slightly nauseating collection of photos, slogans, and messages that constitute our contemporary media landscape. Organized in loose categories, they plunge the reader in a flow of images whose commercial dimension recedes to let their (often unplanned) narrative qualities freely develop into an unlikely account of life’s journey.
