Daninhas

Nara Milioli (Criciúma/SC)
[Autor secundário: Andreza Gomes]
Daninhas
Florianópolis, Brasil: Frutinhas Publications, 2013.
12 p.; il. col.; 8,5 x 12,5 cm
Offset

Encadernação: grampo
Idioma da publicação: Português

Nara Milioli/ nmilioli.blogspot.com
texto: Andreza Gomes e Nara Milioli
Florianópolis-SC outono inverno de 2013

nmilioli.blogspot.com | http://www.naramilioli.net/

[fonte da imagem]

Bares cariocas

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Luiz Alphonsus (de Guimaraens) (Belo Horizonte, 1948)
Bares cariocas
Rio de Janeiro: Funarte, 1980
18 x 24 cm
64 p.
70 fotografias em preto e branco e uma em cor (fotogravura colorida)
1500 ex.

Bares Cariocas é uma documentação por excelência, um arquivo sistemático de imagens e textos, mas sem a habitual seriedade e pedantismo da variante arquivística da arte conceitual. Segundo o crítico de arte Frederico Morais, esse é um livro “sóbrio”, um jogo de palavras com sentido, já que Alphonsus poderia ter escorregado pelas facilidades do esteticismo ou, pior ainda, pelo academicismo que conduz sem remédio a “tediosas dissertações de fundo sociológico ou antropológico”. O suposto tédio da antropologia é mais que discutível para outro crítico que comenta Bares Cariocas, Wilson Coutinho: “[…] o livro é uma antropologia de um espaço, onde emergem alegrias e tristezas, policiais e croquetes.

Quanto à intenção do autor, Luiz Alphonsus expôs seus procedimentos no próprio fotolivro: “escrito no ritmo do olho e da fala, sem correções”.

video: http://vimeo.com/52546059
Site do artista – www.luizalphonsus.com.br
Fonte

Livro da Árvore

Sonia Lins (Belo Horizonte, 1919-2003)
Livro da Árvore
17 pranchas acondicionadas em um estojo
Rio de Janeiro : Imprita, c1984.
27 x 35 cm

nota: assinado com as iniciais SL

http://www.sonialins.com.br/obras/o-livro-da-arvore

“Tenha a coragem de jamais queimar uma árvore.”

Rasgada pela Transamazônica, alvo de faraônicos projetos de desenvolvimento, a Amazônia era considerada, essencialmente, uma fronteira a ser desbravada e explorada economicamente, no Brasil do início dos anos 1980. A imprensa e ecologistas, entretanto, começavam a alertar sobre o desmatamento de milhões de hectares de florestas. Aos 65 anos, Sonia Lins viu os sinais de fumaça ao criar, em 1984, o seu Livro da Árvore, um manifesto poético e gráfico contra queimadas.
Para isso, Sonia devastou a coleção de revistas National Geographic dos netos. Dali saiu o material para as colagens que compõem o livro. “Nunca tinha feito colagem na vida, mas tinha uma artista aqui, chamada Hanna Szulc, que me deu uma noção. Eu, muito rápida, aprendi tudo e fiz o livro. Quis fazer um livro mais visual do que para ler. Fiz com que as páginas fossem soltas, para fazer um livro bem livre”, contou Sonia, em entrevista à sobrinha Marilia Andrade.
Um dos destaques da obra é um mapa do Brasil composto de imagens de queimadas. “Tive a ideia de fazer quando estava indo pra Bahia e olhei aquelas árvores queimadas pelas fábricas de carvão”, lembrou a artista. Além de um poema-manifesto, o livro ainda traz a reprodução de um trabalho que seria mostrado na exposição Se é para brincar eu também gosto. Pacientemente recortadas uma a uma, letras de vários tamanhos e formas coladas sobre papel de grandes dimensões formam galhos e folhas de uma árvore.
Elogiado por escritores como Carlos Drummond de Andrade, Otto Lara Resende e Rubem Braga, Livro da árvore foi lançado em dezembro de 1985, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. No coquetel, um dos assuntos era a construção de um edifício na antiga casa onde morara a família de Sonia. Para isso, seria necessário derrubar uma árvore de 90 anos.

PDF aqui

Site da artista e fonte das imagens – www.sonialins.com.br