Introvisão

Klaus Mitteldorf
Introvisão.
São Paulo: Cosac Naify, 2006
104 páginas
tiragem: 1500.

Introvisão é um fotolivro, no qual as imagens fotográficas foram produzidas através de prismas numa perspectiva mais experimental. “Ver através de um prisma é perceber outras “realidades”? Como seria fotografar através do olhar de um outro?” Klaus Mitteldorf utiliza artifícios como lentes, óculos, espelhos de água, lupas entre outros – com a proposta de produzir fotografias que se distanciam do realismo explorado nos seus ensaios anteriores, para revelar um mundo de linhas, sombras, luzes e cores. “O caráter performático da ação de Mitteldorf, além de buscar uma imagem entre muitas possíveis, deixa evidências do efeito provocado pelo seu posicionamento no ato fotográfico.”

Site do artista:
klausmitteldorf.com

Silent book

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Miguel Rio Branco
Silent Book
São Paulo: Cosac & Naify, 1997

“Silent Book”  é um fotolivro com imagens em  sequência cinematográfica onde aspectos da vida urbana são retratados em meio a imagens barrocas, “objetos arruinados, circos pobres, prostíbulos baratos e academias de boxe. “

 Fonte: https://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/10006/Silent-book.aspx

 

O corpo da cidade

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Claudia Jaguaribe
O corpo da cidade
São Paulo, 2000
Português
72 p.
25 x 28,5 cm

Neste livro, sonho e realidade se sobrepõem para compor uma obra visual que sugere novas possibilidades de apreciar o Rio de Janeiro e seu Carnaval.

Em O corpo da cidade, Claudia Jaguaribe segue o caminho oposto dos trabalhos fotográficos convencionais, que do excesso buscam a essência. A fotógrafa desconstrói seus registros, manipulando cores e imagens em busca da saturação, como um pintor que experimenta a infinita mobilidade de suas formas.

Ao retratar o Carnaval carioca, a artista procura a concretude do objeto junto à atmosfera e propõe, nas suas imagens, a fusão da cidade com o corpo de quem a habita.

Os registros possuem cores fortes e vibrantes, além de um elevado contraste. O enfoque são nos corpos, no movimento e objetos do cenário carnavalesco que transformam-se através da forte influência cromática do ambiente.

Escala de Cor das Coisas

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Letícia Lampert.
Escala de cor das coisas/The color scale of things
1ª edição
Porto Alegre : [Ed. do Autor], 2009.
1 v. : fots. color. ; 6 x 28 x 1,7 cm.; offset
português e inglês

Livro em formato de paleta de cores (pantone).
Encadernação tipo Pantone.
ISBN : 9788591005307

Inspirado no formato dos catálogos de padronização de cores, ‘Escala de Cor das Coisas’ é um livro de artista que traduz, revela e brinca com as relações entre cor, palavra e imagem. São 70 cores apresentadas através de fotografias dos elementos que utilizamos para denominar e referenciar as cores na linguagem popular. A primeira edição foi lançada em 2009, com 58 cores e uma tiragem de 1000 exemplares que está esgotada. Na segunda, lançada em 2014, houve um aumento para 70 cores e a publicação de um pôster promocional com todas as cores reunidas.

A cor palavra. A palavra fotografada. A cor tentando se explicar. Literalmente. Intangíveis, cores não passam de convenções, de conceitos abstratos. Não temos como avaliar se a noção de cor de cada um é exatamente igual. E, na tentativa de criar um denominador comum, nomes são dados a elas, nomes de coisas. Afinal é através destas coisas que vemos as cores. Mas as pessoas realmente se dão conta que o azul montanha tem este nome por que as montanhas, vistas ao longe, tem esta cor?

http://www.leticialampert.com.br/color/index.php

Color as a word. The photographed word. It is color trying to explain itself. Literally. Intangibles, colors are merely conventions, abstract concepts. We cannot tell if people see colors exactly in the same way. So, in an attempt to find a common denominator, names are given to colors, names of “things”. After all, it is through those “things” that we see colors. But do people realize that “mountain blue” has its name because of mountains that can be seen from afar?

By photographing those “things” that name colors,  we invite one to reflect, playfully, on both signs: visual and verbal. Also on the relation between real and imaginary, nature and convention. Photography allows us to play this game because it is an indexical sign, that is, it brings us the original referent to sight, the one that, in the ordinary use of words, turns into something as abstract as the color it refers to.

vimeo ] [ leticialampert ]
fonte

poster

2005-510117385-5

E3P4-02

Rosângela Rennó
2005-510117385-5
Rio de Janeiro, 2010.

Verso de uma fotografia de Marc Ferrez, Encouracado Riachuelo

Em algum momento entre 02 de abril e 14 de julho de 2005, durante uma greve de funcionários da Fundação Biblioteca Nacional, 946 peças, entre elas 751 fotografias, foram furtadas da Sala Aloísio Magalhães, local conhecido como Divisão de Iconografia da FBN. Não havia sinal de arrombamento. Os autores do furto trabalharam com sutileza, escolhendo autores e temas, esvaziando álbuns, substituindo fotografias, para que o crime só fosse descoberto algum tempo depois. Passados quatro anos, com uma investigação criminal ainda em curso, apenas 101 dessas fotografias foram recuperadas, e todas elas foram encontradas mutiladas, pois os criminosos tentaram, de diversas maneiras, apagar as marcas de registro de patrimônio da FBN. O inquérito criminal de número 2005-510117385-5 ainda não foi concluído e os mentores do furto não foram punidos.

Alguns meses antes da greve e do furto, outro setor da FBN foi vítima de um golpe de outra natureza: do Laboratório de Fotografia e Digitalização da FBN foram furtados os principais discos rígidos dos computadores, nos quais vinham sendo arquivadas todas as reproduções digitais do acervo da Divisão de Iconografia. Da mesma maneira, nenhum vestígio foi deixado na cena do crime, os autores do furto não foram encontrados e ninguém foi punido. Os dois crimes nunca foram oficialmente relacionados.

Este livro, intitulado 2005-510117385-5, como o inquérito policial, contém as reproduções dos versos das 101 fotografias recuperadas, em tamanho real, ordenadas segundo a data de sua reinserção no acervo da Divisão de Iconografia da FBN.

texto da artista Rosangela Rennó, sobre o livro de artista publicado através do edital Arte e Patrimônio, do IPHAN.

Mais informações:

http://www.istoe.com.br/reportagens/54634_HISTORIA+EM+BRANCO
http://www.rosangelarenno.com.br

Kaddish

E3P1-24

Christian Boltanski
Kaddish
München: New York, NY : G. Kehayoff Verlag, c1998.
27 x 21,5 x 5,5 cm.
Impressão em offset.
Publicado por ocasião da exposição Dernières années, ocorrida no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, de 15 de maio a 04 de out. de 1998.

Este livro, em grande formato, já fazia parte do acervo da biblioteca da EBA/UFMG antes da Coleção Livro de Artista. Estava junto com os livros sobre fotografia, e agora está na coleção especial, junto com outro livro de Boltanski, o Archives.

BOLTANSKI_Kaddish

Christian Boltanski, Kaddish, 1998