Japão

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Thyago Nogueira
Japão
São Paulo, ed. do autor, 2009
23,3 x 15,3 cm
tiragem 500
offset, cor
Desenho da luva: Andrés Sandoval

Colofão: Projeto realizado com apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura, Programa Ação Cultural 2008.

Japão é o resultado de uma viagem para Tóquio e Kyoto em 2008. Publicado como um livro de fotografia narrativa, sem introdução ou títulos, a obra retrata um dia na vida japonesa, desde o amanhecer em uma cidade vazia até o jantar depois do trabalho. Poucas imagens mostram os rostos das pessoas. O livro é impresso em papel poroso e contém elementos tradicionais da arte do livro japonesa, como a costura delicada e uma luva feita de papel dobrado.

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Japão/Japan is the result of a 2008 trip to Tokyo and Kyoto. Published as a narrative photography book, with no introductions or titles, the work depicts a day in Japanese life, from morning in an empty city to an after-work dinner. Few images show people’s faces. The book is printed on porous paper and contains elements from traditional Japanese book craft, such as delicate stitching and a folding slipcase.

http://www.thyago.com.br

Um vídeo mostrando o livro: http://www.youtube.com/watch?v=zsmADbM5FNA

Twentysix gasoline stations

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Michalis Pichler (Berlim/ ALEMANHA, 1980)
Twentysix Gasoline Stations
New York: Printed Matter, 2004.
36p.; il. col.
14 x 18 cm
Offset
550 ex.
Brochura
First edition 550 copies, limited ed. 50 with white UV-varnish on cover; second ed. 1000
ISBN: 978-0-89439-044-9

Há um tipo especial de posto de gasolina que foi construído em toda a República Democrática Alemã (ou seja: ao redor de uma vasta área de Berlim) pela Total, uma companhia petrolífera francesa, depois que o muro foi derrubado e eles expandiram seus negócios durante os anos 1990. Todos eles foram fotografados.

Ruscha uma vez declarou em uma entrevista que ao criar seu primeiro livro, que veio a  ser um modelo de “livro de artista” (e, hoje em dia, altamente colecionável) o título veio primeiro. Então ele pegou um volume de 70-90 fotografias de postos de gasolina e eventualmente “os postos excêntricos foram os primeiros que eu joguei fora.”

 

There is one particular Gasoline Station which was built all over the former German Democratic Republic (that is: all around the wider area of Berlin) by Total, a French Oil Company, after the wall came down and they expanded their business during the 90’es. All those were photographed.

Ruscha once stated in an interview, that when creating his first book, which came to be an “artist book” role model (and, nowadays, high-end-collectible) the title came first. He then took a bulk of 70–90 photographs of Gas Stations, and eventually “The eccentric stations were the first ones I threw out.”

[fonte]

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Região dos Desejos

região dos desejos

Região dos desejos
Hugo Denizart
Rio de Janeiro, edição do autor, 1984
27 x 19 cm

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Hugo Denizart ( coord. e fotos)

“REGIÃO DOS DESEJOS” é um trabalho que trata a questão da ‘loucura’ a partir da fotografia. Os registros fotográficos que compõe o livro sanfonado, revelam o isolamento e a segregação vividos por doentes mentais reclusos na colônia Juliano Moreira, do Ministério da Saúde. A foto documentação foi realizada entre 1981 e 1983. Denizart constrói uma narrativa a partir do pequeno, com o desejo de produzir imagens que não se limitassem a reforçar o óbvio, o preconceito, “à confirmação de que todo louco é louco 24 horas por dia”.

” (…) um trabalho sem rostos, sem as caracterizações habituais que nós fomos treinados a ver e impor. Tratava-se de colocar dúvidas onde só havia certezas . A partir da primeira idéia, não fotografar os rostos, surge outra questão. Como extrair significados abrindo mão de tão importante significante? A resposta encontrada foi fotografar pequenos fragmentos realizados a distâncias muito pequenas ( 30cm em média) porque percebemos que um pequeno mundo se movia à margem da instituição ( digamos mesmo invisível). Dentro dos bolsos, amarrados à cintura, presos à cabeça, milhares de objetos minúsculos povoavam os corpos e a imaginação daqueles que resistiam sempre.(…)”

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Repaisagem São Paulo

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Marcelo Zocchio

O livro Repaisagem São Paulo reúne 30 montagens fotográficas em preto e branco que mesclam imagens antigas e atuais da cidade de São Paulo. Cada montagem foi produzida a partir de duas fotografias de um mesmo lugar da cidade: uma antiga, coletada em arquivos de imagem; e uma atual, produzida pelo autor. O resultado são as “repaisagens” – imagens que unem elementos de dois tempos diferentes da história de São Paulo. Além do caráter original das montagens, o livro pretende mostrar, de forma lúdica, aspectos da história da cidade nos últimos 140 anos. Um encarte no final do livro permite ao leitor aproximar cada montagem das imagens antigas e atuais que deram origem a ela. Três mapas da cidade, de 1897, 1930 e de hoje, de mesma escala, oferecem indicações que possibilitam visitar os locais fotografados em Repaisagem – além de índices de seu crescimento e transformação. “Mais do que um simples choque entre elementos novos e antigos, eles mesmos discrepantes, o que as montagens de Zocchio realmente revelam é a presença invasiva de uma outra temporalidade em meio à São Paulo que conhecemos”, escreve o ensaísta Guilherme Wisnik no texto que introduz o livro. “Pois esses espaços vazios que de repente se abrem em meio à saturação da grande metrópole não são apenas respiros. São signos de uma vida mais lenta, que acorda do sono secular para impregnar-se na cidade atual. Acho que quem viu essas montagens fotográficas não voltará a passar por esses lugares com olhos tão anestesiados pela cotidianidade do presente.”

http://www.editoradash.com.br/lojadash/livraria/arte/livro-repaisagem-s-o-paulo-marcelo-zocchio.html

Peso Morto ( Dead Weight)

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João Castilho: Peso Morto (Dead Weight)
Textos: Eduardo Jorge, Joca Reiners Terron, Marcelino Freire e Vera Casa Nova.
Tradução: Regina Alfarano
Coordenação e produção editorial: Viviane Avelar Gandra
Projeto gráfico, composição e arte final: Ricardo Marques e Viviane Avelar Gandra

Belo Horizonte: Ed. do Autor, 2010.
1 v.: fots. color.; 15,6 x 12,4 x 4 cm.
Impressão em papéis offset 150 g e color plus 150g
Tiragem: 800 exemplares.
Cadernos 6 a 15 vazados em formato retangular (6 x 9 cm).
Texto em português e inglês.
Capa dura, revestimento em papel laminado, contem reprodução de imagem da página 41. Folhas de guarda e falsa folha de rosto na cor preta.
ISBN : 9788591150007

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“Peso Morto” é um pequeno livro de fotografia “e apesar do volume que indica ser um calhamaço, a mão segura o peso de uma ilusão, leve e estranha ao que esperávamos.” Já nas primeiras páginas, Castilho antecede a narrativa explicitando que o livro se faz em uma sucessão de imagens, que entregou a quatro amigos e os pediu que escrevessem um texto a partir dessas. Assim, textos intercalam as imagens de paisagens áridas, onde montes de pedras ocupam espaços desérticos, em frente a casas, construções. Parece mesmo, serem os únicos seres que habitam aquele lugar. Assim, a partir da introdução das possíveis narrativas literárias escritas por Vera Casa Nova, Marcelino Freire, Eduardo Jorge e Joca Reiners Terron ─ esse “peso morto” ressignifica-se. Então, “justamente, quando já fomos “revirados” de algumas maneiras, caímos no vácuo, em um buraco, físico, vazado através de muitas páginas, postas ali milimetricamente com começo e fim. A ideia do peso falso do livro e o abismo das páginas cortadas vieram da produtora editorial Viviane Gandra. Criou-se então um espaço projetado que nos surpreende em contraponto ao turbilhão de imagens escritas ou vistas anteriormente.”

Fonte:
http://olhave.com.br/blog/o-peso-de-uma-ilusao/

Site do artista:
http://www.joaocastilho.net/v2/pt/livros/peso-morto/

Apagamentos

Apagamentos

Rosângela Rennó
Apagamentos
São Paulo, Cosac&Naify, 2005
Encadernação: capa dura
18 x 14,8 cm
56 p.
ISBN: 8575034707

“Foto portátil” traz a série “ Apagamentos”, na qual a artista Rosangela Rennó reúne fotografias policiais que registram cenários de crimes de investigação. As vitimas anônimas são mostradas como num “ mosaico de fotogramas” que reunidos ao mesmo tempo que tentam remontar a “cena-do-cenário-crime” , decompõe as imagens, deixando apenas rastros e reafirmando que a história já se acabou. “ O que reaparece: as casas sem seus donos, os mundos sem suas pessoas – o apagamento, de novo, dolorosamente, nós o provamos.” As séries são intercaladas com textos que fluem como uma possível narrativa ficcional.

http://editora.cosacnaify.com.br/

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Entre os olhos, o deserto

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Miguel Rio Branco
São Paulo, Cosac Naify, 2001

Entre os olhos, o deserto é um fotolivro concebido a partir da instalação homônima, que reuniu objetos, esculturas e projeções fotográficas. As imagens projetadas foram concebidas em torno da “cultura do deserto” norte-americana e foram produzidas no Novo México e Estados vizinhos. Cenas de paisagens do deserto, olhos, objetos deteriorados, cenas de TV – são algumas das imagens  que serviram à exposição e  fazem parte do DVD que acompanha o livro.

“No que diz respeito à palavra deserto, o que me fascina é ver o quanto a metáfora do vazio , de tanto ser usada, permeia a palavra inteira. A palavra tornou-se, ela mesma, uma metáfora. Logo, para restituir-lhe a força original é preciso voltar ao deserto real, que na verdade é o vazio exemplar – mas um vazio com seu próprio e real pó.” (trecho extraído do livro).

Site do artista: http://www.miguelriobranco.com.br/