

Vera Chaves Barcellos
Momento Vital
[Porto Alegre : Ed. do Autor], 1979.
[32] f.
33 x 22 cm.
Fotocópia.
Tiragem ilimitada.
Exemplar 3.


Vera Chaves Barcellos
Momento Vital
[Porto Alegre : Ed. do Autor], 1979.
[32] f.
33 x 22 cm.
Fotocópia.
Tiragem ilimitada.
Exemplar 3.

O livro “PF” coloca o editor no papel de curador de exposição, ao convidar artistas para fazer trabalhos específicos para a publicação.
projeto: Regina Melim
projeto gráfico: Giorgia Mesquita e Vanessa Schultz
1500 cópias
2006
Exposição portátil contendo instruções de trabalhos. Suas folhas são destacáveis e podem circular individualmente. Participam 36 artistas: Adriana Barreto, Alex Cabral, Amanda Cifuente, Ana Paula Lima, Brígida Baltar, Bruna Mansani, Cássio Ferraz, Claudia Zimmer, Daniela Mattos, Débora Santiago, Edmilson Vasconcelos, Fabíola Scaranto, Gabrielle Althausen, Giorgia Mesquita, Julia Amaral, Jorge Menna Barreto, Laercio Redondo, Liomar Arouca, Melissa Barbery, Minerva Cuevas, Nara Milioli, Orlando Maneschy, Patrícia Scandolara, Paula Tonon, Paulo Damé, Raquel Stolf, Renata Patrão, Ricardo Basbaum, Rosangela Becker, Sandra Reis, Silvia Guadagnini, Tamara Willerding, Traplev, Vanessa Schultz e Yiftah Peled.

Fabio Morais e Marilá Dardot
Sebo
18 x 11 cm
96 p.
600 ex.

Há uma edição especial, numerada e assinada pelos dois autores, em que cada exemplar vem com um dos objetos originais, reproduzidos em fac-simile.
Sebo faz parte da caixa Arquivo, que acompanhou a exposição individual de Marilá Dardot, Sob neblina [em segredo], no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, em 2007.
Neste livro, Marilá Dardot e Fabio Morais juntam coleções de coisas que, há anos, encontram esquecidas dentro de livros comprados em sebos. Cada página desta edição é um fac-símile frente e verso de um desses objetos achados.
Clique aqui para abrir o livro.
Clique aqui para visitar o site de Fabio Morais.
Clique aqui para visitar o site de Marilá Dardot.


imagem da série “Corpos Coletivos”
Alex Flemming
Corpo Coletivo
São Paulo, edição do artista, 2001
O artista Alex Flemming, radicado em Berlim, foi o primeiro a se prontificar e fazer a doação de dois livros de artista para a coleção especial da EBA/UFMG. Foram doados os livros “Sumaré”, de 1998, com edição de apenas 13 exemplares, e o “Corpos Coletivos”, com edição de 10 exemplares.

Rute Gusmão
Trapézios
Rio de Janeiro, 1982.
17 exemplares
Uma ética construtiva
Por vezes, tem‑se a sensação de que não se trata apenas de ocupar, com o trapézio, um lugar no espaço, questionar o equilíbrio. O trapézio ativa este espaço na sucessão de dobras, rupturas, projeções e deslocamentos, fazendo surgir o tempo. Tempo como ação, virtualidade pura. Uma linha quase invisível corta o trapézio ou se expande a partir dele. O olho do espectador percebe a linha e revela também o seu tempo.
Além das serigrafias e dos plásticos, Rute Gusmão vai expor três cadernos elaborados entre 1980 e 1981. Neles, discute seu próprio processo criador, cada escolha e seu momento, a eliminação de possibilidades quase infinitas. Num dos cadernos, “Treze escolhas arbitrárias”, Rute começa dizendo: primeira opção: construir. E prossegue: construir um retângulo, construir um retângulo preto, um retângulo preto no espaço branco do papel, e assim, sucessivamente. O último caderno não traz textos ou croquis, mas apenas a figura do trapézio que se desloca sobre o branco do papel, ameaçando fugir pelas bordas do papel, alcançar seu avesso. Ou seja, é o olho do espectador que refaz a cada instante o trapézio que ameaça escapar.
‑ Você mesma insere‑se numa tradição construtiva, a brasileira inclusive. O que tem a ver este partido construtivo com sua vida de todo o dia? Onde você esconde o seu caos, sua confusão? Não me parece ser aqui, neste apartamento tão silencioso e arrumado. Porque a construção é também uma ética, um comportamento, uma opção política. O que é construir para você?
Meu trabalho, sem deixar de ser construtivo, tem um lado irônico, ele também quer desarrumar as coisas, questionar o que está aí. Eu não estou satisfeita com o que estou vendo ao meu redor, eu percebo a contradição, o sufoco que é a vida de todo mundo. Agora, este é um lado difícil de comunicar em meu trabalho. Preciso um certo esforço para perceber.
Frederico Morais. Ironia e construção nos trapézios de Rute Gusmão. O Globo, 3/5/1982.




Visite o site da artista Rute Gusmão
Disponível em PDF: http://issuu.com/amir_brito/docs/trapezios_rute_gusmao


O artista francês enviou um pacote com algumas de suas publicações para a nova coleção da EBA/UFMG. Entre o material enviado, está o livro Poussiéres, também disponível em PDF na página da editions provisoires.
Éric Watier
Éditions Provisoires, 2009
14,8 x 10,5 cm
16 (2 vol.)
offset, p&b
1000 ex.
ISBN : 978-2-9534027-0-4
Waltercio Caldas
Manual da Ciência Popular
Rio de Janeiro, Funarte, 1982
Coleção Arte Brasileira Contemporânea (ABC Funarte)
A conquista da liberdade
Por Fernanda Lopes
[Publicado originalmente na Gazeta Mercantil, 31/10/2008]
Foi sua geração, não só de artistas mas de críticos, que começou a pensar questões como o sistema de arte no Brasil e como se colocar em relação a ele.
De certa maneira, continuamos construindo isso. Mudaram-se os problemas, mas eles não são menos graves. Novos problemas aconteceram, novas situações, novos desequilibrios entraram em jogo. Ao mesmo tempo, alguns problemas permanecem. Essa questão não pára. É dinâmica. Meu livro Manual da Ciência Popular (CosacNaify, 2008), publicado originalmente nos anos 80 e reeditado este ano, trata de questões, como a reprodução, que mantém uma pertinência ainda hoje bastante interessante. Ele fala, por exemplo, de como as obras de arte se transformaram em reproduções fotográficas. Não são trabalhos, mas reportagens sobre o trabalho. Talvez o Manual contribua com essa situação com um sorriso muito sarcástico. Porque como disse [o crítico] Ronaldo Brito na época, ele não é um manual, não é ciência e não é popular. (risos)
Os livros sempre fizeram parte da obra de Waltercio Caldas, um dos artistas plásticos brasileiros com maior reconhecimento mundial. Manual da ciência popular, agora em nova edição, revista e ampliada, reafirma sua atualidade e importância, 25 anos depois de sua primeira publicação pela Funarte, em 1982, incluindo trabalhos que não entraram na primeira tiragem.

Ao entrelaçar obra de arte e fotografia, o livro transita entre uma linguagem e outra, fazendo com que vários objetos do cotidiano apresentem camadas de significados estéticos que perpassam a poética do artista. Os textos que acompanham as imagens estabelecem uma contínua circularidade entre si, num registro reflexivo com boa dose de ironia e muito humor.
Leia também texto de Glória Ferreira sobre o Manual da Ciência Popular.


Guto Lacaz
Contas anacíclicas
São Paulo, ed. do autor, 2003
22 contas de restaurante na forma anacíclica, palindromos, capicuas

O livro foi publicado com duas capas impressas em tipografia, uma em papel amarelo e a outra em papel vermelho. O artista gentilmente doou livros para a formação da coleção especial da EBA/UFMG. Nosso agradecimento.

Paulo Bruscky.
Manual Ilustrado de Anestesia Local,
[Recife], 1992
fotocópia, carimbo
encadernação em espiral
Exemplar 6/15, assinado
Fotocópias de páginas de revistas mostrando escândalos de corrupção envolvendo o então presidente Collor. Sobrepostas à reportagem, um carimbo em vermelho com a palavra DEPUTADOS, com as quatro letras do meio maiores do que as outras, formando outra palavra, e o “s” cortado por duas linhas paralelas, como um cifrão. Fotografias e desenhos mostrando a anestesia sendo aplicada em diversas partes do corpo, um carimbo de um inseto (uma pulga?) e cópias de folhetos de “compro ouro” (um dos folhetos destaca a frase “não compro ouro de ladrão”).