Chicago

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Roberto Martinez
Chicago
Rennes, Incertain Sens, 2000
offset, p&b, grampeado
[12] p.
24 x 17,5 cm
1000 ex.
isbn 2-914291-01-9

chicagog

Série de fotos tiradas em Chicago (a cidade dos ventos) de sacos de plástico voando e que acabam pendurados nas árvores e nas cercas de arame farpado. Traços evanescentes de uma compra, reduzidos à condição de peles rasgadas, amarrados às árvores, como decoração. Nesta grande e rica cidade, com bairros inteiros abandonados, os sacos de plástico são vestígios de homens dispersos pelo vento, tais como bandeiras de um exército dizimado, que se transformam discretamente em uma metáfora do liberalismo.

chicago2p

Série de photos prises à Chicago (the windy city) de sacs en plastique qui volent et finissent accrochés dans les arbres, les barbelés, les grillages. Traces évanescentes d’un achat, réduites à l’état de peaux déchirées, nouées aux arbres, comme des décorations dénaturées. Dans cette ville grande et riche où des quartiers entiers sont abandonnés, laissant les traces d’hommes se disperser par le vent, les sacs en plastique, telles les bannières d’une armée décimée, se transforment discrètement en une métaphore du libéralisme.

couverturechicago2iconechicago2chicago1

Salvar

Opération Paris ville décente

Letaris
Opération Paris ville décente
Rennes, Incertain Sens, 2011
dos carré cousu collé
10,5 x 15 cm
1000 ex.
ISBN 978-2-914291-50-7

Opération Paris ville décente est une série de douze cartes postales de l’arc de triomphe agrémenté de motifs de slip découpés et collés. Certes, l’arc de triomphe n’est pas un obélisque ; celui-ci n’a pas besoin d’être désigné comme triomphal, car il représente le phallus en position victorieuse. Privé de forme assez suggestive pour se passer de cette désignation, l’arc de l’Étoile est appelé «de triomphe», car sa fonction est la même que celle de l’obélisque public : symboliser le pouvoir mâle du monde. Mais ce n’est pas parce que cette forme y est représentée en creux que le passant de la place de Gaulle est dupe. L’Opération Paris ville décente, entreprise par l’artiste Letaris, se propose de resymboliser ce symbole en mettant les culottes de marque Patriote au service de cette désymbolisation. Se trompe toutefois qui considère cette opération comme un clin d’œil : la désintoxication de l’espace public est pour les esprits ce que les motos de décrottage des trottoirs sont pour les nez et les semelles des Parisiens. « Il y a en effet un patriotisme à la portée de tous ceux qui possèdent trois francs cinquante, c’est d’acheter les livres des hommes de talent et de ne pas les laisser mourir de misère », comme l’a remarqué Remy de Gourmont dans Le joujou patriotisme en 1891.

A LAST SLATA ATSAL. Petit Atlas des irritations du monde

A_LAST_couverture

Denis Briand
A LAST SLATA ATSAL. Petit Atlas des irritations du monde
Rennes, Incertain Sens, 2007
offset quadrichromie
[35p.]
30,5 x 20 cm
1000 ex.
isbn 2-914291-29-9

Collectées dans la presse entre 1999 et 2007, les cartes géopolitiques que rassemble le Petit Atlas des irritations du monde présentent une cartographie de territoires en guerre. Ces cartes, auxquelles ont été retranchés leurs signes linguistiques, donnent à voir, au travers de leurs silhouettes et de leurs symboles cartographiques aisément identifiables, une représentation codifiée des conflits du monde. Comme les anagrammes qui forment son titre et dont on prétend qu’ils découvrent parfois le sens caché des mots, l’étrange atlas de Denis Briand dévoile l’envers des cartes et révèle l’impensé des pratiques cartographiques.

Recueil d’images que l’on contemple pour le plaisir de l’œil, il s’offre aussi comme un livre destiné à l’exercer, comme un manuel qui met à l’épreuve la mémoire de notre savoir géographique. À la fois familières et étranges, les cartes de l’Atlas sollicitent un travail de reconnaissance mais s’emploient aussi à dérouter notre mémoire cartographique. À voir ou à contempler, le Petit Atlas des irritations du monde semble relever d’une cartographie fictive qui a vocation à focaliser l’attention sur l’économie visuelle des cartes et à interroger ce que nos « lectures » y projettent. Il déplace ainsi le regard que nous portons sur les cartes, en montre les points aveugles et interroge les rapports que nous entretenons avec elles ou les usages que nous en faisons au travers d’une expérience qui réveille notre regard. Entre savoir et pouvoir, entre imaginaire et réalité, la cartographie est un art fluide : le Petit Atlas des irritations du monde en offre une remarquable illustration.

a last a

Salvar

Praça Paris

E2P2-14.jpg

Dominique Gonzalez-Foerster
Praça Paris
San Juan, Porto Rico : Instituto de Cultura Puertorriqueña, 2009.
editor/curador: Jens Hoffman
design: Jon Sueda.
31 p. : fots. color. ;
13,5 x 19 x 0,5 cm.
Impressão em offset
750 exemplares.

Esta publicação faz parte de uma série de livros de artista publicados para a 2da Trienal Poli/Gráfica de San Juan: América Látina y el Caribe, 18 de abril – 28 de junho, 2009, organizada pelo Instituto de Cultura Puertorriqueña.

Não

Fabio Morais (2)

Não
Fabio Morais
São Paulo: Ikrek, 2014
23 x 15,5 cm.
128 p.
papel eurobulk em cor especial, acondicionado em luva rígida revestida de papel colorplus e impressão serigráfica.

Fabio Morais (3)

Fabio Morais, que tem o livro como base de suas investigações artísticas, foi convidado a inaugurar a série “ponto e vírgula”. Em um exercício de referência à história da impressão (e da expressão) no Brasil, Fabio escreve textos, reúne referências e cria diálogos que cobrem o tema desde o século XVIII – com a possível chegada de tipografias ao país, passando pela proibição de suas instalações, até a autorização concedida em 1808, com a transferência da Corte portuguesa para o país – até a censura instituída pelo golpe de 1964, chegando aos anos 2000, onde torna evidente a comunicação instantânea dos novos meios.

Fabio Morais (5)

Fabio começa essa obra subvertendo a própria organização física do livro: o texto já se inicia na capa, ocupa algumas páginas do miolo, sem numeração, para então dar lugar a imagens. Essas imagens constituem um diálogo: para acompanhá-lo, o leitor deve “ir e voltar” pelo livro, uma vez que as páginas estão baralhadas. O fim desse exercício leva ao que seria a capa do livro, na dupla central, com a resposta à última pergunta do diálogo: não. Findo o diálogo, o texto é retomado, para então terminar na quarta capa.

Fabio Morais (6)

http://www.ikrek.com.br/nao/

 

Der Pralinenmeister

Image00040.jpg

The Chocolate Master / Der Pralinenmeister
Hans Haacke
Toronto, Canada: Art Metropole, 1982
duotone
26.5 x 20.1 cm.
[28] p.
ISBN 0920956114

Livro de artista documentando o trabalho de Haacke de mesmo título, formado por sete dípticos. O livro de artista reproduz cada um dos 14 painéis do trabalho, que desconstroem as atividades de Peter Ludwig e seu conglomerado de chocolate Leonard Monheim AG., cruzando suas atividades comerciais com o seu colecionismo. Principalmente mostra como é o tratamento dos trabalhadores em suas fábricas de chocolate, a evasão fiscal através de doações de obras de arte e as manipulações de sua fundação de arte pelo próprio Ludwig e sua esposa. Um livro viciante e provocante. O design do livro não foi creditado, mas é de AA Bronson. Textos em inglês e alemão.

Artists’ book documenting the work by Haacke of same title, which features seven diptychs. Artists’ book reproduces each of the 14 panels of the work which deconstruct the business activities of Peter Ludwig and his Leonard Monheim AG. chocolate conglomerate as it intersects with this art collecting activities. Principally it takes Ludwig to task for his treatment of workers in his chocolate factories, tax avoidance though art donations, and the manipulations of his art foundation by Ludwig himself and his wife. A vicious and provocative book. Uncredited book design by AA Bronson. Texts in English and German.
(via http://www.specificobject.com/)

Salvar

Cidade-jardim

561891

Fernanda Gassen
Cidade-jardim: direção de passeios e parques para refeições ao ar livre
Ciudad Jardín: dirección de paseos y parques.

Concepção, textos e fotografias Fernanda Gassen
projeto gráfico Marina Polidoro
versão para o castelheano do texto de abertura Maria Sol Casal.
Porto Alegre: Gráfica Trindade, 2013.
27 p. : il. color.
16 x 12 x 0,4 cm.
300 exemplares.
Texto bilíngue: português e castelhano.

Envolvido em luva contendo o mapa (44,5 x 29,8 cm) de localização dos parques e praças de Buenos Aires onde foram realizadas as fotografias.
Conteúdo completo : Cinco foto-eventos organizados em diferentes praças e parques da cidade de Buenos Aires.

“Obra resultante do projeto premiado pela bolsa Iberê Camargo edição 2011”.

V.L.D.D.P.

560093

Denis Briand (1979)
V.L.D.D.P.*
Vive la dictariat du proletature
Rennes: Éditions Incertain Sens, 2011
1 folheto (17 dobras) : il. color.
12,5 x 10 cm (dobrado)
600 ex.

Folheto sanfonado, com impressão em offset em cor única (verde) e tiragem de 600 exemplares.

Durante os anos setenta, apareceu no frontão do edifício principal da Universidade de Rennes 2 Haute Bretagne um graffiti anagramático: “VIVA A PROLETATURA DO DITARIADO”.

Estranho e poético, ao mesmo tempo, o significado deste slogan permanece politicamente ambíguo. Muitas vezes associado ao movimento de maio de 1968, é provavelmente uma inscrição  posterior, pois o campus Villejean foi criado apenas em 1969. Mas este jogo de palavras insólito vai se tornar o emblema da Universidade de Rennes 2, a ponto de permanecer inscrito no lado oeste do edifício B durante mais de trinta anos. Reflexo da intensa participação da universidade nos conflitos sociais que pontuam regularmente o país desde o final dos anos sessenta, o grafite é um dos poucos vestígios que atestam sua história política.

No entanto, assim como essa história estava desaparecendo, as letras pintadas na fachada de concreto pré-moldado também estavam irremediavelmente apagadas. Já se tornou difícil distinguir claramente a forma de algumas delas. Parecia, portanto, necessário encontrar uma solução modesta para superar essa desaparição anunciada e dar-lhe alguma forma de perenidade; a publicação V.L.D.D.P. é uma delas.

Para fazer isso, o texto foi redesenhado a partir de uma fotografia da inscrição realizada em 2003, publicado em um site da enciclopédia colaborativa em 2006. O princípio de dobras da sanfona foi baseado na proporção dos módulos de concreto aparente em que foi pintada a inscrição e as letras foram colocadas nas páginas de modo semelhante ao seu local original no edifício B da Universidade de Rennes 2.

vlddp4_grande.jpg

Salvar

Salvar

Au cours des années soixante-dix, apparaissait sur le fronton du bâtiment principal de l’université de Rennes 2 Haute Bretagne un graffiti anagrammatique : “VIVE LA DICTARIAT DU PROLETATURE”.

Étrange et poétique à la fois, le sens de ce slogan demeure politiquement ambigu. Souvent associé au mouvement de mai 1968, il est vraisemblablement postérieur, le campus de Villejean n’ayant ouvert qu’en 1969. Mais cet insolite jeu de mots fera figure d’emblème de l’université Rennes 2, au point d’être resté inscrit sur la façade ouest du bâtiment B depuis plus de trente ans. Reflet de l’intense participation de l’université aux conflits sociaux qui ponctuent régulièrement le pays depuis la fin des années soixante, le graffiti représente une des quelques traces attestant de cette histoire politique.

Pourtant, comme si cette histoire s’estompait avec elles, les lettres peintes sur le béton préfabriqué de la façade s’effacent irrémédiablement. Il est déjà devenu difficile de distinguer nettement la forme de certaines d’entre elles. Il nous a donc semblé nécessaire de trouver une solution modeste pour pallier cette disparition annoncée et lui donner une certaine forme de pérennité ; l’édition de V.L.D.D.P. en est une.

Pour ce faire, le texte a été redessiné d’après une photographie de l’inscription dans son état de 2003, mise en ligne sur un site internet d’encyclopédie contributive en 2006. Le principe du pliage en leporello se fonde sur la proportion des modules en béton de l’architecture sur laquelle est peinte l’inscription et les lettres sont placées sur les pages de façon similaire à leur emplacement d’origine sur le bâtiment B de l’université Rennes 2.

https://www.sites.univ-rennes2.fr/