Teto, ações para o nada

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Aruan Mattos, Flavia Regaldo (Brasil)
Teto, ações para o nada
Belo Horizonte: Ja.Ca – Jardim Canadá Centro de Arte e Tecnologia, 2011
Português; brochura
offset; p&b
64 p.
1000 ex.
ISBN: 978-85-6419403-8

“Entre os meses de abril e dezembro de 2010 participamos da residência artística realizada no JA.CA – Jardim Canadá Centro de Arte e Tecnologia. Nossa proposta inicial era construir uma estrutura de projeção de slides fotográficos que se acoplasse aos exaustores de calor de diversos galpões típicos do bairro Jardim Canadá. Não sabíamos naquele primeiro momento que o bairro ao anoitecer dormia quase por completo restando como transeuntes apenas os cães vadios. Nosso projeto inicial que se aproximava na intervenção do cotidiano local parecia então se aproximar a uma fala para surdos. Nossas vias pareciam a partir de então procurar os vazios no bairro. Em um ambiente desértico começamos a realizar ações diurnas em lotes vagos. Preferimos dizer que todas as ações compõem um só trabalho – Teto, ações para o nada.” maquinasinuteis.org

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拆 [chai]

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Letícia Lampert
拆 [chai]
Porto Alegre, 2016
15 x 21 cm
cinta e cordão de couro
ISBN: 978-85-910053-2-1
200 ex.

拆 [chai] Lê-se tchái. Demolir, desmantelar, destruir. Ação marcada para acontecer em grandes áreas residenciais de cidades chinesas como Xangai. O ideograma, pichado nas paredes, anuncia que em breve nada restará. A recorrência e escala com que a cena se repete assombra quem caminha pela cidade. É o tal progresso que se estabelece com a pressa de quem não tem tempo a perder. E no meio destes escombros, quase como último suspiro, sinais da vida privada, agora expostos, convidam a preencher o cenário com memórias inventadas o que ainda resta ao olhar. [chai] é um livro de artista independente com tiragem de 200 exemplares.

Disponível em: http://www.leticialampert.com.br/lojinha/ e http://livrariamadalena.com.br/produto/%E6%8B%86-chai-2/

Monsieur Le Président

Noreen Grahame, 1942 – (Austrália)
2015
12 x 3,5 cm

500 exp.

Monsieur Le Président was first published in 1995 as a protest flip book about the announcement by Président Jacque Chirac that he was breaking a three-year moratorium and resuming nuclear testing in French Polynesia in the Pacific Ocean. The only word that appears in the book is ‘non’, which begins small and by the end takes up all the space on the page.

Fonte: grahamegalleries.com.au

Entre el mueble y el inmueble

Entre el mueble y el inmueble

Jimmie Durham (EUA, 1940)
Entre el mueble y el inmueble
(entre una roca y un lugar sólido)

México, Alias, 2010
Espanhol
brochura
14,2 x 21,5 cm
104 p.
duas cores
offset

Veja o livro aqui: http://aliaseditorial.com/

 

La arquitectura no es orgánica, no es parte de la evolución; es una invención del Estado. Propongo aquí la tesis de que la arquitectura, como espíritu santo de esta entidad fantasmal y escurridiza llamada Estado, inventó las sillas. Las sillas son espías.
—JD

Jimmie Durham nació en 1940 en Estados Unidos. Durante mucho tiempo fue miembro del American Indian Movement, además de fundador y director del International Indian Treaty Council de la ONU; ha participado activamente como escritor, editor y activista en diversas iniciativas artísticas a nivel internacional. Sus obras presentadas en Documenta IX y en la Bienal Whitney tuvieron gran reconocimiento mundial. En 1998, Durham fue becario del DAAD (Deutscher Akade-mischer Austausch Dienst), en Berlín.

Desde su regreso a Europa en 1994, el trabajo de Durham se ha concentrado principalmente en la relación entre la arquitectura y las narrativas monumentales y nacionalistas.

Entre el mueble y el inmueble (entre una roca y un lugar sólido) es la traducción al español de un texto publicado en ocasión de la exposición del autor titulada Jimmie Durham- Between the Furniture and the Building (Between a Rock and a Hard Place), Berlín, 1998. El libro editado a dos tintas, se encuentra ilustrado con dibujos y fotografías de la obra del artista.

http://aliaseditorial.com/

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Opinions

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Matthieu Saladin
Opinions
Rennes: Incertain Sens, 2013
[104 p.]
offset, três cores
16 x 24 cm.
1000 ex.
Coédition avec le Centre d’Art Contemporain de Brétigny.
ISBN 978-2-914291-55-2

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Este livro contém cinquenta pesquisas realizadas pelos principais institutos de pesquisa da França (BVA, CSA, IFOP, TNS Sofres, etc) desde a virada do séculoabordando questões econômicas e políticas, sociais e culturais. Os percentuais de respostas para cada questão reconfiguram a largura das faixas da bandeira francesa, mas mantém as cores e proporções oficiais (2: 3). A primeira resposta ou a resposta “sim” é o azul; a segunda resposta, ou não” tem a cor vermelha; no meio, a participação dos entrevistados sem resposta (sem opinião) é equivalente ao branco. A composição de cores assim produzida a partir de questões apresentadas mostra como a “opinião pública” distorce o emblema da República Francesa. Na entrada “Bandeira da França” no Wikipedia, diz que por um longo tempo, as três faixas não tinham a mesma largura (é o caso da bandeira de Paris e esta prática foi mantida durante a revolução). Parece que regulamentos que estabelecem faixas de igual largura foram criados depois de Napoleão Bonaparte e dos conselhos do pintor Jacques-Louis David (1). É também no século XVIII que o papel das estatísticas está configurado, a pesquisa – que “a parte pode substituir o todo (2) em seguida seria associada com a ideia de representatividade. Um dos paradoxos dessas pesquisas, especialmente óbvio hoje que nenhum aspecto da vida social parece escapar-lhes, é que tenham a intenção de fornecer uma opinião pública atuando como “verdade do povo ainda em seu discurso que, se ele foi calculado, permanece a dúvida e que, no mesmo princípio das suas estatísticas, eles tendem a fazer, nas palavras de Jacques Bouveresse, “as pessoas, ideias e eventos quase completamente intercambiáveis” (3).

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Ce livre reprend cinquante sondages réalisés depuis le début du XXIe siècle par les principaux instituts de sondage français (BVA, CSA, IFOP, TNS Sofres, etc.), touchant aussi bien à des questions économiques et politiques que sociales et culturelles. Les pourcentages des réponses données à chaque question reconfigurent la largeur des bandes du drapeau français, en conservant toutefois ses couleurs et ses proportions (2:3) officielles. Le premier élément de réponse ou la réponse « oui » correspond à la couleur bleue ; le deuxième élément de réponse ou la réponse « non » à la couleur rouge ; au milieu, la part des sans réponses (ne se prononcent pas) équivaut au blanc. La composition de couleurs ainsi générée fait face à la question posée, distordant au gré de l’« opinion publique » cet emblème de la République française. À l’entrée « drapeau de la France » dans Wikipédia, on peut lire que pendant longtemps, les trois bandes n’avaient pas la même largeur (c’est le cas du drapeau de Paris et cet usage s’est conservé durant la révolution). Il apparaît que c’est seulement depuis Napoléon Bonaparte et sur les conseils du peintre Jacques-Louis David que la réglementation instituant des bandes de largeur égale a été établie (1). C’est également au XVIIIe siècle que le rôle prévisionnel des statistiques se met en place, le sondage – où « la partie peut remplacer le tout (2) » – devenant à leur suite associé à l’idée de représentativité. L’un des paradoxes de ces sondages, d’autant plus manifeste aujourd’hui que le moindre aspect de la vie sociale ne semble pouvoir leur échapper, est qu’à la fois ils entendent livrer une opinion publique faisant office de « vérité du peuple » – qui pourtant dans son expression, sinon son calcul, reste sujette à caution –, et que dans le principe même de leurs statistiques, ils tendent à rendre, pour reprendre les mots de Jacques Bouveresse, « les individus, les idées et les événements presque complètement interchangeables (3) ».

1. Wikipédia, Le drapeau de la France, http://fr.wikipedia.org/wiki/Drapeau_de_la_France (consulté le 29/02/2012).
2. Alain Desrosières, La politique des grands nombres. Histoire de la raison statistique, Paris, La Découverte, 1993, p. 277.
3. Jacques Bouveresse, Robert Musil. L’homme probable, le hasard, la moyenne et l’escargot de l’histoire, Paris, Editions de l’éclat, 1993, p. 104.

http://www.sites.univ-rennes2.fr/arts-pratiques-poetiques/incertain-sens/fiche_saladin_opinions.htm

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Atrito

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Daniel Justi
Atrito
São Paulo, Editora Bote, 2014

atrito é um livro-objeto que investiga a relação do skate com a cidade
de são paulo.
nessa associação, a arquitetura tem papel fundamental: é objeto de uma relação inusitada, permitindo que os skatistas reconheçam locais da cidade por ângulos e texturas pouco óbvios à maioria da população. há, ainda, um material que torna possível o atrito do skate com esses lugares: a vela, que sofre ação do tempo e acaba ficando impregnada às superfícies, deixando marcas, que são signos de que o local é usado por skatistas.
o livro ainda propõe um jogo: primeiro, fotografias fechadas dessas marcas apresentam uma maneira diferente de observar a cidade, tornando seu reconhecimento mais difícil. depois, estão os mesmos locais, num plano mais aberto, porém sem uma resposta verbal.
atrito usa, como capa e quarta capa, as extremidades de um shape (prancha de skate) unidas por uma dobradiça, colocando em contato a materialidade do objeto (madeira + lixa) com fotografias de pontos clássicos do skate da cidade. o título foi aplicado no shape com letraset.
o projeto ainda se desdobrou em múltiplos, facilitando sua reprodução em escala industrial: brochuras cujas capas foram recobertas com lixa, transportando o caráter tátil do skate para o objeto livro.

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Jeanne Gailhoustet
[sans titre]
Rennes, Incertain Sens, 2011
[12 p.]
cartonnées, agrafées
offset couleur et or
15,5 x 20 cm.
1000 exemplares
isbn 978-2-914291-44-6.
Publié avec le soutien de l’UFR Arts, Lettres, Communication de l’université Rennes 2.

 

 A Abadia Real de Fontevraud foi fundada em 1101; até 1792, ela se manteve sob a direção de Abadessas poderosas. Napoleão a transformou em casa de correção em 1804. A prisão foi fechada em 1963.
Poucos traços permanecem legíveis do tempo da penitenciária, a abadia sofreu muitas obras de restauração. Em um antigo quarto da enfermaria São Bento, a direção da prisão construiu galinheirospara acomodar os presos em isolamento. Eles foram preservados. Estas pequenas celas não permitem deitar totalmente esticado na cama; o prisioneiro passava longos momentos com a cabeça apoiada contra a parede”.

“L’abbaye royale de Fontevraud a été fondée en 1101 ; jusqu’en 1792, elle se développe sous la direction de puissantes Abbesses. Napoléon la réaffecte en maison de force et de correction en 1804. La prison ferme en 1963.

Peu de traces lisibles restent de l’époque pénitentiaire, le site de l’abbaye a subi de nombreuses campagnes de restauration. Dans une ancienne chambre de l’infirmerie Saint Benoît, la direction de la centrale a construit des « cages à poules » pour accueillir les prisonniers à isoler. Elles ont été conservées. Ces cellules minuscules ne permettaient pas de s’allonger intégralement sur la couche; le prisonnier passait là de longs moments, la tête appuyée contre le mur.”

Elements of Beauty

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Carla Zaccagnini
Elements of Beauty
São Paulo, Tijuana, 2012

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Elementos de beleza é baseada no livro homônimo da artista, lançado em 2012, sobre as sufragistas de Londres e Manchester, nos anos 1910. A publicação, que faz parte da obra e estará disponível para consulta dos visitantes, reúne material de arquivo, fotografias, recortes de jornal e registros criminais a respeito da seção considerada mais radical do movimento, que defendia o direito de voto para as mulheres nas eleições políticas. A Women’s Social and Political Union (WSPU), organização de militância pelo voto feminino, era adepta de táticas de ação não convencionais, que incluíam ataques a vitrines de lojas, museus e pinturas, em especial aquelas que representavam nus femininos e retratos de homens. (via http://www.infoartsp.com.br/en/agenda/elements-of-beauty-a-tea-set-is-never-only-a-/)

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