por-sobre

 

por-sobre

Maíra Dietrich (Florianópolis, 1988)
por-sobre
São Paulo: Dulcinéia Catadora, 2013.
40 p.; il. pb.
14 x 21 cm
100 ex. num.
ex. 39/100

Idioma da publicação: Português
Encadernação: Brochura

Por-sobre: exercício compartilhado de olhar. Maíra Dietrich + Dulcinéia catadora. Fotografia por Maria Dias da Costa.

 

 

Trabalho realizado em parceria com a cooperativa/editora Dulcinéia Catadora, as fotos foram tiradas por Maria Dias da Costa, integrante da cooperativa, sob as quais realizei intervenções com diferentes fitas adesivas. Os originais foram escaneados e compuseram essa publicação. As embalagens são compostas por pedaços de sacolas plásticas juntadas durante dois meses pela artista e pelos catadores da cooperativa.

Maíra Dietrich

Dulcinéia Catadora é um coletivo iniciado em 2007 na cidade de São Paulo, que reúne catadores e profissionais de várias áreas p/ fazer livros, entre outras atuações. Integra a rede latino-americana iniciada por Eloísa Cartonera (AR).

Para saber mais: mairadietrich.com
Livro em PDF: link

O MUNDO Cultura e Natureza em Lagoa do Ouro

Silvan Kälin (Lucerne/ Suíça, 1981)
O MUNDO: Cultura e Natureza em Lagoa do Ouro
[Outros títulos: The World: Culture and Nature in Lagoa do Ouro]
Recife: Aplicação, 2013.
Offset
[160p.]; Il. col.;
16 x 12,5 cm
Capa dura revestida com tecido estampado em pochoir (capas diferentes para cada exemplar)
ISBN: 978-85-66593-00-3

www.amarelo.ch

A edição gráfica é da Editora—Aplicação, de Priscila Gonzaga e Silvan Kälin.
O livro foi publicado em 2013 com incentivo do FUNCULTURA.

O MUNDO—Cultura e Natureza em Lagoa do Ouro é um foto-album que documenta o projeto de mesmo nome desenvolvido entre 2008–2009 por Silvan Kälin com jovens da cidade de Lagoa do Ouro, interior de Pernambuco.
O projeto fez uma coleção de matrizes em stêncil com cerca de 300 icones da natureza, da vida rural e urbana da cidade. As matrizes foram usadas para fazer pinturas nas fachadas das casas e em escolas da região, como forma de avivar a imaginação para a combinação dos mundos.

São 40 modelos de capa pintadas pela equipe original do projeto 5 anos depois em Lagoa do Ouro. As capas foram confeccionadas em Linho Brás perola e encadernadas no atelier de Nilo Firmino em Santo Amaro, Recife. O tratamento de imagens foi feito por Robson Lemos. A administração do projeto foi feita por Taciana da Fonte Neves e Priscila Gonzaga.

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fonte: amarelo.ch

Campo Cego

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Ivan Padovani
Campo Cego
[São Paulo, 2014]
Edição: Ivan Padovani/Walter Costa
Design e projeto gráfico: Ivan Padovani
Impressão: Pingado‐prés
Tiragem: 100 exemplares
Suporte: laser film 110 g/m e papelão Horlle 3mm
Formato: 21 x 16,5 cm
Nota: a Coleção Livro de Artista possui o exemplar de exposição nº 13 (h.s.)

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[vimeo 108784433 w=640 h=360]

Livro Campo Cego from Ivan Padovani on Vimeo.

http://www.ivanpadovani.com/campocego/

Estamos funcionando normalmente

Matheus Ferreira (Brasil)
Estamos funcionando normalmente
Ed. do autor
Belo Horizonte, 2013

Encadernação: sanfona;
10,5 x 10,3 cm.
Formato aberto: 80 cm
serigrafia.1 cor.

A frase “Estamos funcionando normalmente” apareceu escrita em faixas afixadas nos tapumes das concessionárias da Avenida Antônio Carlos após as manifestações populares, durante a Copa das Confederações, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil

Salvar

Exclusion / Inclusion

Exclusion / Inclusion

Ewa Priester. ( 1980,Detmond – Alemanha ). Vive no Rio de Janeiro.
São Paulo, Vibrant Editora, 2015
Idioma: Inglês
14 x 21 cm.
152 p.
300 ex.
148/300
p&b; offset; brochura

This publication was made possible by the Centro Cultural São Paulo residency program at Pivô 2015, São Paulo, Brazil.

” O projeto já havia sido planejado antes disso (a residência) acontecer. Eu já sentia como algo muito forte e presente na vida cotidiana no Brasil. A fala sobre o crime, a notícia nos meios de comunicação e o constante medo que eles têm por mim. Levou um longo tempo para desenvolver a minha própria relação com os perigos na cidade, porque todo mundo queria muito me proteger. Em 4 anos nada aconteceu, isso já era um recorde. A maneira como as pessoas costumavam me avisar, me fazia sentir que algo poderia acontecer a qualquer momento. Minha vida tentou continuar como antes, mas algumas reações imprevistas aconteceram. Minha cabeça fantasiava situações perigosas, com as pessoas que se pareciam com os ladrões. Eu tinha sentimentos que não queria ter e eles me envergonhavam no mesmo momento que apareciam. Eram como preconceitos e categorias, que eu desenvolvi, para me proteger”.

Descrição site da editora
O Livro é fruto da residência artística que a artista alemã realizou no PIVÔ em parceria com o Centro Cultural São Paulo. Em seu trabalho, Ewa abrange os dispositivos de segurança presentes em São Paulo, dentro de uma pesquisa maior sobre medo e insegurança nas cidades.
“Um estudo, uma tentativa de entender melhor o medo e as fronteiras sociais no Brasil. Diferentes pontos de vista. Elementos da cidade que transportam diversos tipos de sensação. Uma narrativa em livro, uma leitura por imagens. Um tema que é presente na vida diária, na cidade de São Paulo. Frases coletadas de autores e que introduzem alguns pensamentos. As fotos como forma de interpretação e visualização.”

Bares cariocas

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Luiz Alphonsus (de Guimaraens) (Belo Horizonte, 1948)
Bares cariocas
Rio de Janeiro: Funarte, 1980
18 x 24 cm
64 p.
70 fotografias em preto e branco e uma em cor (fotogravura colorida)
1500 ex.

Bares Cariocas é uma documentação por excelência, um arquivo sistemático de imagens e textos, mas sem a habitual seriedade e pedantismo da variante arquivística da arte conceitual. Segundo o crítico de arte Frederico Morais, esse é um livro “sóbrio”, um jogo de palavras com sentido, já que Alphonsus poderia ter escorregado pelas facilidades do esteticismo ou, pior ainda, pelo academicismo que conduz sem remédio a “tediosas dissertações de fundo sociológico ou antropológico”. O suposto tédio da antropologia é mais que discutível para outro crítico que comenta Bares Cariocas, Wilson Coutinho: “[…] o livro é uma antropologia de um espaço, onde emergem alegrias e tristezas, policiais e croquetes.

Quanto à intenção do autor, Luiz Alphonsus expôs seus procedimentos no próprio fotolivro: “escrito no ritmo do olho e da fala, sem correções”.

video: http://vimeo.com/52546059
Site do artista – www.luizalphonsus.com.br
Fonte

Livro da Árvore

Sonia Lins (Belo Horizonte, 1919-2003)
Livro da Árvore
17 pranchas acondicionadas em um estojo
Rio de Janeiro : Imprita, c1984.
27 x 35 cm

nota: assinado com as iniciais SL

http://www.sonialins.com.br/obras/o-livro-da-arvore

“Tenha a coragem de jamais queimar uma árvore.”

Rasgada pela Transamazônica, alvo de faraônicos projetos de desenvolvimento, a Amazônia era considerada, essencialmente, uma fronteira a ser desbravada e explorada economicamente, no Brasil do início dos anos 1980. A imprensa e ecologistas, entretanto, começavam a alertar sobre o desmatamento de milhões de hectares de florestas. Aos 65 anos, Sonia Lins viu os sinais de fumaça ao criar, em 1984, o seu Livro da Árvore, um manifesto poético e gráfico contra queimadas.
Para isso, Sonia devastou a coleção de revistas National Geographic dos netos. Dali saiu o material para as colagens que compõem o livro. “Nunca tinha feito colagem na vida, mas tinha uma artista aqui, chamada Hanna Szulc, que me deu uma noção. Eu, muito rápida, aprendi tudo e fiz o livro. Quis fazer um livro mais visual do que para ler. Fiz com que as páginas fossem soltas, para fazer um livro bem livre”, contou Sonia, em entrevista à sobrinha Marilia Andrade.
Um dos destaques da obra é um mapa do Brasil composto de imagens de queimadas. “Tive a ideia de fazer quando estava indo pra Bahia e olhei aquelas árvores queimadas pelas fábricas de carvão”, lembrou a artista. Além de um poema-manifesto, o livro ainda traz a reprodução de um trabalho que seria mostrado na exposição Se é para brincar eu também gosto. Pacientemente recortadas uma a uma, letras de vários tamanhos e formas coladas sobre papel de grandes dimensões formam galhos e folhas de uma árvore.
Elogiado por escritores como Carlos Drummond de Andrade, Otto Lara Resende e Rubem Braga, Livro da árvore foi lançado em dezembro de 1985, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. No coquetel, um dos assuntos era a construção de um edifício na antiga casa onde morara a família de Sonia. Para isso, seria necessário derrubar uma árvore de 90 anos.

PDF aqui

Site da artista e fonte das imagens – www.sonialins.com.br