Rio

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Claudio Edinger (Claudio Henrique Edinger), 1952 [Rio de Janeiro]
Texto: Pedro Karp Vasquez
Projeto gráfico de Claudio Edinger
Rio
São Paulo, DBA, 2003
28,5 x 28,5 cm | 144 páginas
português/inglês
fotos p&b | capa dura
ISBN 85-7234-271-0

O inegável talento e a prodigiosa energia de Claudio Edinger, já atestados em seus outros livros, se voltam agora para a cidade do Rio de Janeiro.
Claudio arrancou a câmara quatro-por-cinco de seu habitual ambiente de cautela e veneração para arrastá-la pelo universo profano, hedonista, irritadiço e acelerado da cidade maravilhosa.
Assim, não encontramos em Rio a decantada nitidez nem a composição aristocrática características das paisagens realizadas com câmaras de grande formato, e sim imagens dinâmicas, vibrantes, com grandes áreas de foco impreciso, como se houvessem sido entrevistas da janela de um carro em movimento. São imagens trepidantes, que traduzem a turbulência da cidade aflita na busca da felicidade perdida mas ainda prometida por seu epíteto de maravilhosa.

DBA EDITORA

http://www.claudioedinger.com/

Quatro gerações

Guilherme Bergamini (Belo Horizonte. 1980- )

Quatro gerações = Four generations = Cuatro geraciones
Belo Horizonte: Edição do autor, 2015.

Idioma da Publicação: Português. Espanhol. Inglês
revisão de Flávia Amaral.
Encadernação: capa dura
100 ex.
44p.:
27 fotografias.; 15 x 20 cm.
Impressão: Offset. Colorido.
ISBN: 978-85-9194401-0-3.

guilhermebergamini.com

Projeto Correspondência

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fonte da imagem

Manuela Costa Lima, 1983- (São Paulo/ BRASIL)
Projeto Correspondência

São Paulo, 2015
Ed. Pingado-Press

Português
15 cm x 21 cm
100 exep.; 65/ 100
capa dura; offset P&B; 194 p.

Publicado atráves do PROAC- SP. incentivo à cultura do Estado de São Paulo.

O projeto correspondência se encontra em algum lugar entre caminhadas virtuais pelo google street view e a experiência real do mundo. A possibilidade de caminhar por ruas do mundo todo através da tela do computador sempre inquietou a artista Manuela Costalima, mas restava dessa experiência uma grande lacuna: o contato humano.
Assim surgiu o projeto de enviar correspondências postais a pessoas fotografadas no google street view. Quinhentas cartas foram enviadas para cidades do mundo todo. Houve algumas respostas, muitos envelopes voltaram.
Todo esse material foi organizado em forma de livro, e por meio dele se pretende partilhar esse processo e sua experiência tátil com o leitor, que terá de rasgar envelopes afim de explorar cada uma das 30 correspondências selecionadas para a publicação.

[fonte]

manuelacostalima.com / pingadopress.com

por-sobre

 

por-sobre

Maíra Dietrich (Florianópolis, 1988)
por-sobre
São Paulo: Dulcinéia Catadora, 2013.
40 p.; il. pb.
14 x 21 cm
100 ex. num.
ex. 39/100

Idioma da publicação: Português
Encadernação: Brochura

Por-sobre: exercício compartilhado de olhar. Maíra Dietrich + Dulcinéia catadora. Fotografia por Maria Dias da Costa.

 

 

Trabalho realizado em parceria com a cooperativa/editora Dulcinéia Catadora, as fotos foram tiradas por Maria Dias da Costa, integrante da cooperativa, sob as quais realizei intervenções com diferentes fitas adesivas. Os originais foram escaneados e compuseram essa publicação. As embalagens são compostas por pedaços de sacolas plásticas juntadas durante dois meses pela artista e pelos catadores da cooperativa.

Maíra Dietrich

Dulcinéia Catadora é um coletivo iniciado em 2007 na cidade de São Paulo, que reúne catadores e profissionais de várias áreas p/ fazer livros, entre outras atuações. Integra a rede latino-americana iniciada por Eloísa Cartonera (AR).

Para saber mais: mairadietrich.com
Livro em PDF: link

Variable Piece #101, West Germany, March 1973

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Douglas Huebler (EUA, 1924-1997)
Variable Piece #101, West Germany, March 1973
New York, Hassla, 2015
28 p.
17.8 x 22.2 cm
500 ex.
ISBN 978-1-940881-06-5

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On December 17, 1972, Douglas Huebler took ten photographic portraits of the German photographer Bernd Becher. These portraits, together with a written statement, constitute Huebler’s Variable Piece # 101. The statement explains how the work was made: Becher was asked to pose, in the following order, as: “a priest, a criminal, a lover, an old man, a policeman, an artist, Bernd Becher, a philosopher, a spy, and a nice guy.” After two months Huebler reordered the original sequence of photographs and sent them to Becher, asking him to “make the ‘correct’ associations with the given verbal terms.” Becher’s reordered list of character types is listed on the statement as: “1. Bernd Becher; 2. Nice Guy; 3. Spy; 4. Old man; 5. Artist; 6. Policeman; 7. Priest; 8 Philosopher; 9. Criminal; 10. Lover.” The written statement explains all this. But more than a simple explanation, the statement is also constitutive of the work: “Ten photographs and this statement join together to constitute the final form of this piece.” Word and image combine, one playing off the other, to form Variable Piece #101.

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O MUNDO Cultura e Natureza em Lagoa do Ouro

Silvan Kälin (Lucerne/ Suíça, 1981)
O MUNDO: Cultura e Natureza em Lagoa do Ouro
[Outros títulos: The World: Culture and Nature in Lagoa do Ouro]
Recife: Aplicação, 2013.
Offset
[160p.]; Il. col.;
16 x 12,5 cm
Capa dura revestida com tecido estampado em pochoir (capas diferentes para cada exemplar)
ISBN: 978-85-66593-00-3

www.amarelo.ch

A edição gráfica é da Editora—Aplicação, de Priscila Gonzaga e Silvan Kälin.
O livro foi publicado em 2013 com incentivo do FUNCULTURA.

O MUNDO—Cultura e Natureza em Lagoa do Ouro é um foto-album que documenta o projeto de mesmo nome desenvolvido entre 2008–2009 por Silvan Kälin com jovens da cidade de Lagoa do Ouro, interior de Pernambuco.
O projeto fez uma coleção de matrizes em stêncil com cerca de 300 icones da natureza, da vida rural e urbana da cidade. As matrizes foram usadas para fazer pinturas nas fachadas das casas e em escolas da região, como forma de avivar a imaginação para a combinação dos mundos.

São 40 modelos de capa pintadas pela equipe original do projeto 5 anos depois em Lagoa do Ouro. As capas foram confeccionadas em Linho Brás perola e encadernadas no atelier de Nilo Firmino em Santo Amaro, Recife. O tratamento de imagens foi feito por Robson Lemos. A administração do projeto foi feita por Taciana da Fonte Neves e Priscila Gonzaga.

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fonte: amarelo.ch

O livro da Nina para guardar pequenas coisas

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Keith Haring (Estados Unidos, 1958-1990)
O livro da Nina para guardar pequenas coisas
São Paulo, Cosac Naify, 2010
Português; capa dura
72 p.
23 x 31 cm
ISBN: 978-85-7503-888-8

Tradução: Alípio Correia de Franca Neto
Texto na quarta capa: Nina Clemente

Além de incentivar a criatividade e o imaginário, O livro da Nina para guardar pequenas coisas nasceu a partir de uma história de afeto entre o artista plástico norte-americano Keith Haring (1958-90) e Nina, filha do pintor italiano Francesco Clemente. Em seu aniversário de sete anos, a menina recebeu de Haring um livro inteiramente personalizado. Na mesma linha de Rabiscos (2009), de Taro Gomi, O livro da Nina é um objeto pessoal para desenhar, pintar, colar adesivos, folhas, fotos dos amigos, lembranças de um dia no circo e até pensamentos – desde que sejam pequenas coisas. Publicado agora em fac-símile, a edição brasileira conta, ainda, com um depoimento exclusivo da própria Nina Clemente, 22 anos após ter ganhado o presente.

As criações de Keith Haring marcaram as artes gráficas dos anos 1980. Seu traço se popularizou pelo mundo todo e é admirado até hoje por artistas da nova geração, como Osgemeos. Veio cinco vezes ao Brasil, uma delas para participar da Bienal de Arte de 1983.

O livro da Nina para todos

Seguindo a linha iniciada por Rabiscos (2009), de Taro Gomi, em que as crianças são convidadas a interferir no livro, por meio de desenhos e colagens, a Cosac Naify publica O livro da Nina para guardar pequenas coisas, do artista plástico norte-americano Keith Haring (1958-90). O livro foi um presente de Haring para Nina Clemente – filha do pintor italiano Francesco Clemente –, em seu sétimo aniversário. A edição brasileira traz, na quarta capa, um texto exclusivo da própria Nina, hoje com 28 anos:

“Ele tinha uma capacidade inata de transcender a vida adulta e foi meu melhor companheiro de infância, para além da nossa diferença de idade. […] Fiquei muito feliz ao saber que O livro da Nina para guardar pequenas coisas seria publicado no Brasil. Eu morei algum tempo no Rio de Janeiro e sei que Keith ficaria contente também: a energia, as cores intensas, o ritmo e a vibração deste país estão em sintonia com sua arte e seu modo de vida”.

Keith Haring deixou um legado de ícones famosos: pinturas, esculturas, colagens, desenhos no metrô, em camisetas etc. Sempre preocupado com que suas obras alcançassem o grande público, preferia “expor” nas ruas, lojas e clubes – as exposições em museus e galerias vieram bem depois. O artista queria um tipo de arte que fosse realmente pública. Para ele, era inconcebível pensá-la separada da vida real: “Para quê pintar se não se é transformado por seu próprio trabalho?”, costumava dizer. Seus desenhos, que têm na primazia da linha sua maior força, sobrevivem até hoje e são admirados por nomes da nova geração, como Osgemeos.

Escrito e ilustrado por Haring, a proposta de O livro da Nina para guardar pequenas coisas é tornar-se um objeto pessoal da criança, para desenhar, pintar, colar adesivos, folhas, fotos dos amigos, lembranças de um dia no circo e até pensamentos – desde que sejam pequenas coisas. “Se quiser colecionar coisas grandes, arrume uma caixa”, alerta nas instruções.

A edição original, um fac-símile daquela que a Nina ganhou em 1988, foi publicada somente após a morte do autor, em 1994. Para adequar ao leitor brasileiro um livro manuscrito, feito inteiramente de modo artesanal, a Cosac Naify empreendeu um cuidadoso trabalho de desenho e ajuste das imagens e da fonte – desenvolvida a partir da letra do próprio Haring. O papel foi pensado de forma a resistir a cola, canetinha, durex e outros materiais.

Haring visitou o Brasil cinco vezes. A primeira, como artista convidado da Bienal de 1983, quando pintou um painel que não existe mais na avenida Sumaré, em São Paulo. Nas viagens seguintes, costumava se hospedar em Ilhéus (BA), na casa do amigo e também artista Kenny Scharf, onde pintou murais e produziu telas e esculturas inspiradas na cultura brasileira. Sempre rodeado pelas crianças, ele deixou um registro em seu diário sobre sua relação com Nina Clemente:

“Alguns dias antes de voltar de Nova York, visitei Nina e Chiara Clemente, e ficamos desenhando juntos nas paredes de sua casa. Acho que esse foi um dos momentos mais marcantes da minha vida. […] Tenho certeza de que fui um bom companheiro para muitas crianças e talvez tenha marcado suas vidas de forma duradoura, e lhes ensinado um pouco sobre o que é compartilhar e cuidar”. (Outubro de 1987, Keith Haring Journals, p. 239). Nina certamente concorda.

[fonte das imagens]