
Marilá Dardot
Dicionário
São Paulo, Ikrek Edições, 2017
15,5 x 23 cm
128 páginas
offset
500 exemplares numerados
ISBN 9788567769110

Marilá Dardot
Dicionário
São Paulo, Ikrek Edições, 2017
15,5 x 23 cm
128 páginas
offset
500 exemplares numerados
ISBN 9788567769110

Erik van der Weijde (Amsterdam)
Toyota
Natal, 4478zine, 2016
32 p.
17 x 24 cm
offset
300 ex.
Due to the economic importance of its major employer, the city of Koromo changed its name to Toyota in 1959. The Homi public housing development in Toyota City opened in 1975 and was then a highly desirable residence for many families.
Today it is home to a large population of Brazilian immigrants, who came to the area to work at Toyota and related manufacturing jobs, but are now often the first to lose those jobs due to recession.



http://4478zine.com/2010book_toyota.html
https://www.ideabooks.nl/9789491047091-erik-van-der-weijde-toyota


Marilá Dardot
Livro de colorir – retrospectiva 2015
São Paulo, Ikrek Edições, 2016
32 x 21 cm
160 páginas
Offset
500 exemplares numerados
ISBN 9788567769073
A artista atua em entrelinhas da literatura, do texto. Trabalha com a palavra e o tempo. No Livro de colorir, dá ao leitor desenhos a partir de fotos trágicas de periódicos.
http://www.ikrek.com.br/livro-de-colorir-retrospectiva-2015/

Kenneth Goldsmith ( Nova Iorque, EUA, 1961)
[dublado por Leonardo Gandolfi & Marília Garcia]
Trânsito
São Paulo, Luna Parque, 2016
48 p.
12 X 16 cm
Acabamento em brochura
200 exemplares
isbn 9788569476054
Trânsito é composto de textos que transcrevem os engarrafamentos transmitidos por uma rádio de trânsito em São Paulo na véspera de um final de semana prolongado.
Trata-se de uma versão reduzida e adaptada do livro Traffic, de 2007, que realiza este procedimento a partir de uma rádio de Nova Iorque. A versão brasileira dublou o mecanismo do original, chegando a um texto que, entre o ready-made e a crônica, transforma o material descartável das ondas de rádio em livro.
Mais conhecido pela criação do site ubu.web, que tem um enorme acervo de publicações digitais, Kenneth Goldsmith propõe uma escrita conceitual que ele próprio chama de “escrita não-criativa”.



Ricardo Basbaum
NBP x eu-você
Rio de Janeiro, 2000
Novas Bases para a Personalidade

Fabiana Faleiros
O pulso que cai
São Paulo, Ikrek edições, 2016
15,5 x 23 cm
120 páginas
Offset
500 exemplares com intervenção da artista na capa
ISBN 9788567769066
Artista e poeta, sua pesquisa mais recente enfoca a voz como performatividade de gênero através de música, performance, texto e instalações sonoras. Participou do projeto curatorial Solo Shows, em 2015, concebido pelo curador Tobi Meyer, com a instalação/performance Mastur Bar, que deu origem ao livro.
http://www.ikrek.com.br/o-pulso-que-cai/

Amir Brito Cador
Uma história da leitura
Belo Horizonte, edições Andante, 2018
Offset digital
13,5 x 17,5 cm
72 p.
150 ex.
Uma história da leitura em imagens, os livros como objeto do olhar, destacando o formato, a mancha gráfica, o volume. O livro apresenta retratos de Jeronimo, o tradutor da Bíblia para o latim, padroeiro dos bibliotecários e dos tradutores. Em cada página, fica visível apenas um detalhe que mostra a presença do livro junto ao monge eremita. As imagens foram transformadas em tons de cinza, preservando apenas as áreas de vermelho de sua roupa. Assim despojadas de cor, do contexto e de outros elementos, as pinturas, em sua maioria do período barroco, tem o livro e o texto pintados como personagens principais.

Susan Hiller
Auras and Levitations
160 p.
11 x 7,7 cm
Primeira edição 2008
Segunda edição, 2010, 1.500 cópias
ISBN: 978 1 906012 07 6
O livro de artista de Susan Hiller presta homenagem a duas imagens de aspiração, fantasia e sublimação: Leap Into The Void, de Yves Klein, e Portrait of Dr. R Dumouchel, de Marcel Duchamp. Ambas abraçam o legado fantasmagórico da arte moderna; no primeiro, o desafio do xamã à gravidade, no segundo, a percepção clarividente das auras humanas.
Em seu livro miniatura, Hiller reuniu imagens da internet, todas homenageando indiretamente os gestos desses dois artistas. Ela apresenta uma seqüência de levitações, consecutivas com uma série de imagens de auras, construindo assim um legado ocultista que prospera na cultura popular, no qual o gesto do artista é reencarnado no meio democrático da internet.
Susan Hiller’s artist’s book which pays homage to two images of aspiration, fantasy and sublimation: Yves Klein’s Leap Into The Void, and Marcel Duchamp’s Portrait of Dr. R. Dumouchel. Both embrace the phantasmagorical legacy of modernist art; in the former, the shaman’s defiance of gravity, in the latter, the clairvoyant’s perception of human auras.
In her miniature book, Hiller has assembled images sourced from the internet, all paying indirect homage to these two artists’ gestures. She presents a sequence of levitations, back-to-back with a series of images of auras, so constructing an occult legacy thriving in popular culture, in which the artist’s gesture is reincarnated in the democratic medium of the internet.


https://www.bookworks.org.uk/node/1561

Ted Jungle (Tadeu da Fonseca Junges, 1956)
Frequência das aranha
outro título: Pega na minha
São Paulo, Edições Bacana, 1981.
23 x 32,4 cm
envelope contendo 15 folhas avulsas
serigrafia, offset
nota: impressão monocromática (preto, verde, azul, vermelho)
spray vermelho em “Ideograma para Yoko”
spray dourado em “ver navios”

Julio Plaza
Poética-Política.
São Paulo, STRIP, 1977.
15 x 22,5 cm
48 p.
O livro apresenta duas sequências de silhuetas de mapas, o mapa-mundi e o mapa da América Latina.
Texto do Julio Plaza sobre o trabalho, incluído no artigo “O livro como forma de arte”:
O livro aproveita a estrutura espaçotemporal, em sequência, para distribuir ao largo das páginas uma série de ícones (países) em disposição espacial determinada pelo ícone final da série: o mapa da América Latina, espaçotemporalizado.
Desde o primeiro ícone (país) até o último, o leitor é obrigado a decodificar cada pais que se apresenta de uma forma abstrata e sem referencial produtor de sentido. É no ato de folhear o livro que o leitor e junto cada ícone, vão gerando e produzindo sentidos, até completar mnemotecnicamente (ato de memória) o mapa da América Latina.
O livro contém duas séries dispostas segundo a abertura oriental e ocidental de livro, isto é, com a lombada para a esquerda, ou bem para a direita.
Sobre a segunda série, Paulo Leminski escreveu o que se segue:
“Primeira constatação: é um livro sem palavras. O próprio titulo é, mais que palavra, um ideogramamontagem das palavras poética e política com a letra “E”, e a letra “L” fundidas, dando o signo chinês para “Sol”. Como pode um livro sem palavras ser político? Em lugar de palavras, Plaza usa mapas. Conversa através de mapas, como os marinheiros conversam através de bandeiras. O livro de Plaza é um livro icônico. O primeiro livro político puramente icônico de que tenho noticia. Plaza utiliza apenas dois ícones: mapas de países e continentes e um ideograma ambivalente de um cadeado que, visto de ponta cabeça é um capacete. O livro inverte no meio, podendo portanto ser aberto com a lombada para a esquerda (modo ocidental) ou com a lombada para a direita (modo oriental: chinês, japonês, árabe, hebraico). O ideograma “cadeadocapacete” que começa o livro e o termina, cerca com sua sinistra ambigüidade e atrito entre os mapas.
Os mapas são dos Estados Unidos, do Oriente Médio, da América Latina, seus países, do Brasil, de Cuba, do Chile. E passam pelas páginas com o polimorfismo caprichosos de nuvens e a terrível precisão de conceitos. Da pura “presentação” dos mapas, jogando com o significado internacional de cada país, na distribuição das relações de poder, hegemonia, submissão e exploração, Plaza diagrama uma denúncia, historizando a geografia”.
Paulo Leminski, Um translivro, Diário do Paraná, Anexo. Domingo, 31 de julho de 1977.
Obra adquirida com apoio da Fapemig, como parte do projeto de pesquisa Livros de Artista no Brasil