{"id":3140,"date":"2015-04-07T01:41:34","date_gmt":"2015-04-07T01:41:34","guid":{"rendered":"https:\/\/colecaolivrodeartista.wordpress.com\/?p=3140"},"modified":"2015-04-07T01:41:34","modified_gmt":"2015-04-07T01:41:34","slug":"poemics","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colecaolivrodeartista.eba.ufmg.br\/?p=3140","title":{"rendered":"Poemics"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/colecaolivrodeartista.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/sa_image00007.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-4444\" src=\"http:\/\/colecaolivrodeartista.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/sa_image00007.jpg?w=235\" alt=\"sa_Image00007\" width=\"235\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c1lvaro de S\u00e1.<br \/>\nPoemics.<br \/>\nRio de Janeiro :\u00a0\u00a0 Ed. do Autor,\u00a0\u00a0 1991.<br \/>\n[126] p. :\u00a0\u00a0 il. p&amp;b ;<br \/>\n22 x 17 x 1,5 cm.<\/p>\n<p>Impress\u00e3o em processo eletroest\u00e1tico (reprografia).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/colecaolivrodeartista.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/sa_image00011.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-4446\" src=\"http:\/\/colecaolivrodeartista.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/sa_image00011.jpg?w=300\" alt=\"sa_Image00011\" width=\"300\" height=\"215\" \/><\/a><\/p>\n<blockquote><p>O presente poema de Alvaro de S\u00e1 realiza um enunciado. \u00c1lvaro escolhe como termo do enunciado o signo de um meio da cultura de massa. E como tal entendemos a diferen\u00e7a de signo ao n\u00edvel da palavra, pelo fato de ser uma estrutura hom\u00f3loga a um logotipo, participando assim das virtualidades da linguagem verbal e da linguagem visual, uma vez que escolhe o significante desta na est\u00f3ria em quadrinhos. Se nela o bal\u00e3ozinho tem autonomia significativa, \u00c1lvaro faz a po\u00e9tica desta autonomia. O signo possui apenas o significante, quando possibilita uma atualiza\u00e7\u00e3o do enunciado verbal ao enunciado visual.<\/p>\n<p>Ele destaca a mensagem como um processo. H\u00e1 tamb\u00e9m que se ressaltar a correspond\u00eancia entre a parte significante deste signo e o recurso visual utilizado. Isto visa a uma integra\u00e7\u00e3o do leitor no fazer-se do poema. Escolhe para esta rela\u00e7\u00e3o ic\u00f4nica um c\u00f3digo anal\u00f3gico que possibilita \u00e0 referida integrac\u00e3o um significante, consumido na rela\u00e7\u00e3o social cotidiana com tal intensidade enquanto meio, que j\u00e1 fala por si mesmo.<\/p>\n<p>O bal\u00e3ozinho da est\u00f3ria em quadrinhos, a imagina\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo neste significante atende, pois, a dois aspectos. Primeiro, o fato de que iconicamente j\u00e1 se realiza, pela necessidade o uso hist\u00f3rico, uma leitura de seu sistema. No entanto, no interior deste sistema, um \u00edndex serve de catalisador dos momentos da narrativa, na medida em que o bal\u00e3ozinho da est\u00f3ria em quadrinho \u00e9 formalizado como \u00edcone. E tamb\u00e9m virtualizado num enunciado pela sugest\u00e3o \u00f3tico-sem\u00e2ntica indicadora de altern\u00e2ncia, que possibilita que se leia um di\u00e1logo em andamento. Os pr\u00f3prios termos constituintes desses di\u00e1logos s\u00e3o abstra\u00e7\u00f5es e extens\u00f5es dos dialogantes, que se reconhecem numa imagem s\u00f3lido-formal. Eles s\u00e3o imaginados no interior da fala significante. A pr\u00f3pria leitura quantitativa do mesmo indica quem fala e a intensidade da fala, prescrevendo uma curva descendente e posteriormente ascendente, de modo a visualizar a integra\u00e7\u00e3o do meio e da mensagem enquanto executores do di\u00e1logo. No entanto, a repeti\u00e7\u00e3o, que torna desnecess\u00e1ria a extens\u00e3o da morfologia, realiza num paradigma esta leitura da sem\u00e2ntica da forma; este estar esteticamente situado no mundo, requer a possibilidade de o leitor preench\u00ea-lo semanticamente.<\/p>\n<p>Isto se deve a uma retomada do enunciado textor. E ocorre em rela\u00e7\u00e3o forma x palavra. Nela, um sistema de enunciados est\u00e9ticos antecede o verbal enquanto dado sem\u00e2ntico, e possibilita na visualiza\u00e7\u00e3o da forma uma transpar\u00eancia da sintaxe desse pr\u00f3prio signo.<\/p>\n<p>A est\u00f3ria em quadrinhos, como forma escolhida, abre toda uma possibilidade de relacionamento sem\u00e2ntico com o cinema de anima\u00e7\u00e3o e com a linguagem da serigrafia, para sermos mais diretos. Ela nos coloca face a um procedimento primordial enquanto produ\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, a depreens\u00e3o imagin\u00e1ria do real. Traduz, em termos de linguagem, um rompimento com o fato aristot\u00e9lico e onomaseol\u00f3gico de um termo definir e esgotar um fen\u00f4meno. Mostra que, no campo da forma, um termo, um enunciado, leva de encontro aos limites do fen\u00f4meno como um processo de comunica\u00e7\u00e3o. A comunica\u00e7\u00e3o como um se fazer arbitrado, enquanto formas sint\u00e1ticas, possibilita, visualizada assim, um futuro para a forma po\u00e9tica, mesmo na utopia de uma sociedade tecnol\u00f3gica que venha a abolir o c\u00f3digo verbal. Os limites deste fen\u00f4meno s\u00e3o os da interpreta\u00e7\u00e3o do consumidor. O poema \u00e9 o esqueleto preenchido a cada leitura nova.<\/p>\n<p>Este traduzir o mundo da forma \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o de espacializar o contexto liter\u00e1rio, e neste sentido, sem d\u00favida, a pr\u00e1tica do poema\/processo realiza uma discuss\u00e3o v\u00e1lida da execu\u00e7\u00e3o da arte contempor\u00e2nea no Brasil. No poema, o fazer-se \u00e9 uma leitura do processo. A sem\u00e2ntica aponta para fora dele, porque o meio que utiliza semanticamente, por ser bastante consumido, permite que seja preenchido pelo universo imagin\u00e1rio do leitor. S\u00f3 que neste preenchimento ele oferta o referente ao leitor no processo de cria\u00e7\u00e3o do poema. (Mendon\u00e7a, Antonio S\u00e9rgio. \u201cPoema\/Processo\u201d. <em>Poesia de Vanguarda no Brasil,<\/em> Petr\u00f3polis: Vozes, 1970)<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"http:\/\/colecaolivrodeartista.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/sa_image00009.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-4445 size-large\" src=\"http:\/\/colecaolivrodeartista.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/sa_image00009.jpg?w=660\" alt=\"sa_Image00009\" width=\"660\" height=\"460\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1lvaro de S\u00e1. Poemics. Rio de Janeiro :\u00a0\u00a0 Ed. do Autor,\u00a0\u00a0 1991. [126] p. :\u00a0\u00a0 il. p&amp;b ; 22 x 17 x 1,5 cm. Impress\u00e3o em processo eletroest\u00e1tico (reprografia). 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